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quarta-feira, novembro 19, 2008

"A solução está nos livros"



Minha vida não seria nada sem amigas. Na verdade eu nem precisava ter tomado o proseco, que usualmente não me cai bem, que acabo de tomar para chegar a essa magnífica conclusão.

Há questão de uns 15 dias eu e uma amiga animada (Dra. R.) participamos do mutirão de laqueadura da cidade, em que numa manhã de sábado ensolarado optamos por ficar "indoor" ligando toda e qualquer trompa de Falópio que apareceu na nossa frente. Onze mulheres desejosas a nunca mais engravidar resolveram a questão e uma não apareceu, possivelmente ainda duvidosa sobre o seu futuro reprodutivo. Com sucesso, terminamos pela hora do almoço, de forma que sobrou tempo hábil para rever uma amigona de São Paulo (Dra L., ela mesma) e outra de Jundiaí ( G. querida) que vieram de suas respectivas cidades para que se matássemos as saudades. Combinei direitinho com Dra. R.: amanhã eu passo visita nas felizardas que além de conseguirem a resolução de parte de seus problemas tiveram a sorte de ter sido nas nossas mãos! Deixa comigo tudo amanhã, eu digo em bom som e magnânima, afinal, você já fez sozinha a seleção das canditadas num dia que me foi atribulado, resolvendo a questão do agendamento! Tudo combinado.

Só que eu acordei no domingo igualmente ensolarado e abri minha malona de scrap e sai a fazer mini-álbuns liiiiiindos, com muitos "i"s como se diz para denotar a real boniteza do negócio. E nessa de se entreter entre fotos e papéis, por volta do meio-dia, a luz do celular se ascende com nome da Dra R. em destaque na tela do aparelho. Atendo feliz com a possibilidade de uma programação para o almoço: "eaítudoobem?", eu : sim, tudo bem. "Aconteceu alguma coisa, Patrícia?" ...será que aconteceu? passa rápido a sentença pela minha cabeça, daí lembro das 11 pacientes que deveriam estar sedentas pelo almoço de domingo em casa, aguardando a alta... Já te ligaram do hospital?, pergunto rápido... ah sim, já ligaram...sei ... se eu quero que você vá ver as pacientes? ... Veja, não sei se Dra. R. perguntou só por educação, mas eu sem muita educação e na lata respondi que queria sim que ela fosse...Sabe, o Carlo acaba de sair pra umas comprinhas e estou com as crianças...esqueci, menina, vai vendo o grau de amizade que vc está arrumando, brinquei...um risinho pra disfarçar e então aconteceu. Torpedinho carinhoso para ela enquanto ela deveria estar no caminho, agradecendo a benção que fazia pela minha desmiolada pessoa.

Caiu o peso da possível TPM forte, de uma vez em cima de mim e me dei conta de além da irresponsabilidade do meu esquecimento me ocorreu a ciência de como ter amigos é bom.Vi que era hora do almoço e eu teria de providenciar qualquer coisa pra gente comer na próxima hora. Coloquei bananas ouro madurinhas clamando por uma solução para assar com um pouquinho de açúcar mascavo e canela, enquanto pensava qual seria o molho (pomarola mesmo ou modificado??) para a macarronada e arrumei a mesa na sala.

Então a luz do aparelho acende de novo e dessa vez é o nome de Dra. J, amiga, vizinha e, porque não dizer, minha atual ginecologista. "Estamos assando um salmão na churrasqueira, o sol está uma delícia aqui na piscina, os meninos estão se esbaldando, venham para cá!", ela praticamente ordena. Antecipo que fiquei meio transtornada com minha falta profissional e a informo, na condição de minha médica, que a TPM - se é que essa entidade realmente existe - despencou em mim depois das 11 e 45 do domingo. Ainda assim ela mantém irrecusável convite em pé. Chegando lá, depois de me dizer que eu poderia tomar um desses moduladores de humor que estão na moda para TPM, ela me sugere forte um mergulho na piscina. Ainda na condição de paciente obedeço e me sinto muitíssimo melhor depois de muitos mergulhos com os troianos. Sinto que minha TPM durou por volta de 2 horas. O troiano a noite tentava me fazer as vontades, dizendo que eu precisa descansar. Sim, nesses minutos doidos do sol a pino falei alguma verdade de forma rude demais para um menino de 7 anos. Ele notou que eu não estava "muito certa" e depois tudo ficou conversado, se resolvendo com um com d' água fresquinha que ele buscou lá embaixo na cozinha e trouxe, orgulhoso, para a mãe.

E no meio de tanto plantão tento ler o livro que a Dra L. me trouxe de presente. Sempre me apresentando escritores(as) interessantes, ela. Isso é de um valor enorme para mim, que agora morando no interior, me sinto meio de fora da vida cultural. E então "Tô com vontade de uma coisa que eu não sei po que é" de Tati Bernardi me conta crônicas sobre mulheres de uma forma tão divertida, natural e com tanta propriedade que o meu trabalho (diga-se de passagem, em meio a muitas mulheres) fica bem menos penoso. Mando torpedo para ela (assim ela não desisite de me falar e dar coisas imperdíveis que eu quase sempre perco...). Apesar de ela não responder... Disse que estava com celular quebrado para receber torpedos...Estranho, né? Bem ,eu achei, mas continuei mandando discorrendo sobre minhas impressões sobre o livro.

Ainda na linha do torpedo, mandei um e mail hoje a tarde para o grupo de mulheres de 30 do qual, com muita honra faço parte. Grito que sinto uma felicidade aparentemente imotivada, mas enorme. Sou dada a essas coisas. Boba alegre já diagnosticava meu pai em minha tenra infância. E sinto as meninas felizes junto comigo. Tão bom!

E há poucas horas estive com minha amiga Dra. C. aqui em casa. Ela que, gentilmente, me apresentou o scrap e num misto de horas de artesanato fazemos nossa terapia informal, que considero das melhores. Então ela veio com essa frase que abre o tópico, que ela acha interessante não só pelo significado, mas devido o que a própria frase já lhe trouxe. O então namorado de faculdade sentiu que pisava em terra firme quando leu essa sentença bem colocada numa parede ou armário de sua república. E ficou feliz ao vislumbrar o futuro da relação. E está feliz até hoje, ao lado dela. Ela que fez aniversário no último dia 15, mas que não conseguimos comemorar na data, me deu o prazer desse começo de noite com brinde de feliz aniversário. Riso solto e proseco para que eu conseguisse estravasar mais minha alegria. Porque alegria, minha gente, assim como a tristeza, precisa ser estravasada.

Beijos

TiTa

Ah sim e parodiando a frase : "a solução está em se ter amigos"

PS 1: Claro que o fato de ter ido a Santos esse mês, de ter encontrado minha irmã Tina e Marininha e de ter tido meus pais aqui em São José nesse mês fazem parte da minha felicidade. E eu sei muito bem disso!

PS 2: Meu próximo tópico colocarei uma crônica desse livro que citei. Estou dando risada sozinha, e precisarei compartilhar!

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

ao amor deles

Hoje, eu que os conheci assim,
descobri que já não estarão mais sozinhos por mares paradisíacos.
Ao amor deles e ao fruto do amor deles,
desejo mais e sempre,
AMOR.

besito
Tita

sexta-feira, março 09, 2007

Divulgação,

Nazareno's photostream, festa de iemanjá, no flickr


E não apenas divulgação, mas uma espécie de anunciamento das coisas boas que encontro. E desperta esse sentimento de compartilhamento. Na verdade, são as coisas que chegam, sem cerimônia, e me dão um encontrão. Basta permitir, manter os poros abertos. Então ao correr os olhos por certas letrinhas ecoa o som do sentimento que é universal e que é dela, mas também é meu. Talvez já tenha falado dele, à minha maneira. E poderia estar transcrevendo um Leminski, um Carlos Drummond de Andrade ou um outro desses super especiais.
Mas na maneira dela (clique em dela e saberá melhor) ficou muito bacana:
"O que grita já me cala. Se avoluma e se derrama sobre o ócio,
sobre o óbvio, o evidente.
Brio de amor em transe, ébrio desfecho, desterro, despacho pra Iemanjá.
Somos inevitáveis, eu e os dias.
Somos constantes, eu e o corte que não se trata com um remédio da estante.
Somos gigantes, eu e as dores maceradas pela angústia da saliva doce.
Somos infinitos. E ínfimos. E tolos.
Somos vulgares."
Gio é iluminada e ponto.
Para vocês, um ótimo final de semana cheio de sOl.
um beijo,
TiTa

segunda-feira, março 05, 2007

QUAQUAQUA

"Quáquáquáquáquá
quem riu,
Quáquáquáquáquá
fui eu!!!"

Hoje, toda risada e felicidade do mundo prá ela.
Com rá, tim, bum.
Que fique claro.

um beijo
tita

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

A da felicidade com tristeza, no mesmo time.

Felicidade são esses sorrisos sinceros
depois de outros tantos sinceros.
E no pretexto da melhor pose,
vamos rindo e levando
na consciência de que rir ainda é
o melhor remédio.

...

Podem reclamar, meu bom humor anda próximo do insuportável.
Alguém sabe o que é isso?

um beijo
TiTa

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Sabe? Eu não sei...

Um livro de gente GRANDE, para pessoas igualmente grandes.

Esse livro de Adriana Falcão, escritora, roteirista da tv globo e tantas outras coisitas, mas sendo enxuta, no mínimo uma mulher muito sensível, é dito para crianças, mas acho que dificilmente não conquiste um adulto.

A menina que sabe quase tudo, desenhada por Mariana Massarani, fera da ilustração infantil, é encantadora, criativa e explica muito bem cada termo que vai aparecendo no decorrer da história. Para mim esse livro funciona um cartão bem grande que algumas pessoas amigas de coração gigantesco merecem ganhar.

Vem de lá:

"Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros" - Genial, não?

"Sucesso é quando você faz o que sabe fazer só que todo mundo percebe" - simples e correto!

"Intuição é quando o seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido" - interessante...

"Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia" - explicadíssimo.

"Alegria é um bloco de carnaval que não liga se não é fevereiro" - você pula mesmo sem preceber.

Sem mais rodeios, reconheço a grande importância que os amigos têm na minha vida, pricipalmente a minha amiga flower fada da fase foda, que vem me atendendo e está me saindo super em conta, praticamente de gráti$.

Gratidão é o desespero em falar obrigada a todo momento, mesmo sabendo que nem precisava tanto. E aí, você também quer brincar de explicar?

Um beijo

TiTa

quinta-feira, novembro 02, 2006

Ah, essa menina!


Ela é Mari Mesq, conheci no orkut e cheguei ao seu blog. Tudo via HeLô Hele!
Então ela me intimidou, ops, intimou a dizer 5 MANIAS e delegar a mesma função para outras vítimas.














Antes da MANIA, as vítimas que seguem:
Helô Helê, fada madrinha desse encontro!
Lalaiá, minha menina de 18 anos que me ensina a vida.
Beth Blue, blogueira contemporânea minha.
Srta. Mirliton, minha amiga blogueira virtual que tenho um carinho grande.
Marley, minha única e eterna amiga Marley!

Daqui a pouco volto para contar...

Mania minha
Mania que é manha, que é moda
Mania que eu tinha

Mania que é graça
Mania que encanta, que manda
Mania que eu tenho

Mania menina
Mania que passa, que fica
Mania que é birra

Mania maluca
Mania que começa, que acaba
mania que não deixa
esquecer quem eu sou.


Depois te conto!
Tita







domingo, outubro 29, 2006

Parabéns!


Solidão necessária

Solidão arbitrária

Solidão libertária

Solidão que viaja

e não deixa de amar.

Um caramujo, sua casa.

Dois caramujos, todo o mar.

Para Hibisca, que pode me entender melhor...

Muitas felicidades!

quarta-feira, setembro 27, 2006

AMIGA, AMIGA

Pode ser porque eu sou de gêmeos e ela de balança.
Pode ser porque os pais dela resolveram mudar de São Paulo para Santos em 1981. Pode ser porque meu cabelo liso gostava do dela encaracolado.
Pode ser porque ela sempre esteve ao meu lado.
Pode ser porque temos duas irmãs cada.
Pode ser porque eu sou a mais velha e ela a mais nova, mesmo ela sendo mais velha. Pode ser porque ela me acompanhou no camarim do Engenheiros do Hawaii na década de 80.
Pode ser porque ela tinha medo de cachorro, e eu de homem.
Pode ser porque gostávamos muito de Legião. Pode ser porque da varanda dela, no quinto andar, via-se a piscina.
Pode ser porque nadamos em clubes diferentes, mas nadamos.
Pode ser porque ela é certa e organizada e eu quase desorientada.
Pode ser porque a boca dela é pequenininha e delicada e a minha um arregaço.
Pode ser porque ela sempre me falou tudo.
Pode ser porque eu sempre ouvi tudo, ou quase tudo.
Pode ser porque eu soube esperar quando era para esperar.
Pode ser porque amizade como essa a gente não desiste mesmo.
Pode ser porque não havia como ser diferente, só haveria de ser assim.
Na ocorrência de tantos bons motivos não há razão para especular a verdade.
A verdade é que ela é minha amiga desde que eu me conheço precisando de uma amiga. E hoje sendo o dia da Vic, é o meu dia também. Meu dia de comemorar, comer sanduíche de metro e bolo recheado com crianças barulhentas correndo ao redor. Não há o que duvidar.
Só há que se compreender o que é a felicidade.

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E como se não bastasse a amiga desse dia, ganhei mais uma. Até engraçado, pois dia 12 de setembro é outro dia que tenho duas grandes amigas aniversariando no mesmo dia. Mas com essa de hoje tive uma peculiar aproximação. O melhor amigo de meu filho desde o berçário tem uma mãe. E da amizade selada a baba, mordidas, e agora super-heróis, surgiu a nossa. Inevitável e pra lá de agradável. Somos tão diferentes e tão iguais nas nossa diferenças. Com tanto em comum. Quem quer entender? Com ela, ontem de noite, brindei a chegada de uma idade para ela, que desejo que seja especial. Como você é especial, Lu!

Para as aniversariantes queridas e para todos, meu beijo e meu carinho,
Tita