quarta-feira, outubro 08, 2008
Luz dos Olhos
SEM VOCÊ DESEMBARCAR...
(Pra eu te dar a mão nessa hora)
NR em Luz dos olhos.
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domingo, fevereiro 03, 2008
O seu olhar.

PS: imagem de "tete de une femme" PiCASSO.
segunda-feira, outubro 29, 2007
Pé com Pé

Aqui em casa é o hit do momento.
Saiu o DVD agora em outubro, se quiser assistir trechinhos visite www.palavracantada.com.br
Palavra Cantada é um selo que faz músicas infantis que me apaixonam. Pela sensibilidade, pela seriedade, pela capacidade, pela beleza do trabalho.
Existem momentos em que tenho uma vontade instantânea de voltar a ser criança. Um deles é quando ouço palavra cantada, outro é quando deixo os pequenos na escola...Hum que vontade de ficar naquele espação arborizado com algumas galinhas de angola de permeio! Do mais, prefiro mesmo a idade que estou e vivo...dá uma preguiça em pensar em voltar no tempo. Pensando bem , melhor não ser mesmo possível. Ramificando me veio a música Hoje Mesmo do Nando Reis em mente. É uma canção tão linda que acho uma absurdo ela estar guardada num CD e não tocando nas rádios, atingindo muitos ouvidos. Nela ele encontra um gênio que oferece a ele 3 desejos e os desejos são lindos: primeiro pedir o tempo pra voltar atrás para ver o a mulher que ele ama aos dezesseis anos (achei muito original pensar em conhecer como era a pessoa que a gente ama era nessa idade, digamos tão tenra. E depois que eu descobri um desejo como esse morro de vontade de saber como eram pessoas que considero importantes para mim aos 16 anos), o segundo desejo é "emoldurar no céu " o sorriso dela, que ele reencontra no filho dele("O filho cria a mãe", ele segue cantando...de arrepiar). E o terceiro: "E o último, complexo, honesto e genuíno, amar sem precisar da dor, quere também sem magoar, tocar seu corpo, hoje mesmo"...Muito bom. Voltando ao Palavra Cantada...
A música que é minha preferida, que as crianças começam a gritar alucinadas a me chamar quando começa a tocar, para que eu não perca o show, é:
O Pé de Nabo (Sandra Peres e Luiz Tatit)
Ser assim é uma delícia
Desse jeito como eu sou
De outro jeito da preguiça
Sou assim pronto e acabou
A comida de costume
Como bem e não regulo
Mas têm sempre alguns legumes
Que eu não sei como eu engulo
Brincadeira, choradeira
Pra quem vive
uma vida inteira
Mentirinha, falsidade
Pra quem vive
Só pela metade
Quando alguém me desaponta
Paro tudo e dou um tempo
Dali a poucoeu me dou conta
Que ninguém é cem por cento.
Seja um príncipe ou um sapo
Seja um bicho ou uma pessoa
Até mesmo um pé de nabo
Tem alguma coisa boa
Tem alguma coisa boa...
ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
Assim sendo, depois de fazer uma salada de músicas, deixo um beijo junto com dica de DVD!
TiTa
terça-feira, setembro 11, 2007
Minha Vida

Rita Lee
Composição: John Lennon E Paul Mc Cartney
Tem lugares que me lembram
estou com saudade de escrever aqui, mas eu não estou entendendo porque meu computador se nega entrar na minha página do blogger.
mais um beijo
tita
sexta-feira, agosto 31, 2007
Animação
O Vira
Ney Matogrosso
O gato preto cruzou a estrada (um presságio corre a espinha do observador)
Passou por debaixo da escadada (algo mostra de forma muito clara que o incrível pode ocorrer a qualquer momento para quele que está atento observando o mundo que o cerca)
E lá no fundo azul (o autor tenta nos deixar confusos, fala em fundo azul sugerindo para nossa mente uma paisagem de fundo do mar)
Na noite da floresta (mas na verdade se tratava de uma floresta)
A lua iluminou (aqui o autor ressalta que algo está iluminado, fala em lua para fazer uma aliteração, e também mudar o nosso foco, deixando também introduzido o que esse satélite poderá promover)
A dança, a roda, a festa... (a dança, a roda, a festa)
Vira! Vira!
Vira!Vira!
Vira!Vira Homem
Vira!
Vira!Vira!
Vira!Lobisomem
Vira!
Vira! Vira!
Vira! Vira!
Vira Homem
Vira! Vira!... (e o incrível inevitavelmente ocorreu)
Bailam corujas e pirilampos (atenção para o modo do intérprete em
"píííí-rilampos"- de uma forma lúdica ele invoca todos os insetos do reino animal nessa colocação, simplesmente crescendo a vogal "i", interessante, não?)
Entre os sacis e as fadas (a inclusão do folclore, festejado nesse mês, aqui por mim lembrado)
E lá no fundo azul (de novo a sacada, ele tenta nos dispersar para o mar, mas quer mesmo é nos levar para floresta)
Na noite da floresta
A lua iluminou (ai gente, eu também A-M-O a LUA!)
A dança, a roda, a festa...
Vira! Vira!
Vira!Vira!
Vira!Vira Homem
Vira! Vira!
Vira! Vira!Lobisomem
Vira! Vira!
Vira!Vira!
Vira!Vira Homem
Vira! Vira!...
Bailam corujas e pirilampos
Entre os sacis e as fadas
E lá no fundo azul
Na noite da floresta
A lua iluminou
A dança, a roda, a festa...
Vira! Vira!
Vira!Vira!
Vira!Vira Homem
Vira! Vira!
Vira! Vira!Lobisomem
Vira! Vira!
Vira!Vira!
Vira!Vira Homem
Vira! Vira!...
Coloquem a música, aumentem o som e dancem o VIRA.
Virem o que quiser, o que melhor encaixar: o final de semana está chegando!
Um beijo,
TiTa
sexta-feira, julho 13, 2007
Pode ser sim, beibe!
surgiu a vontade de colocar essa canção aqui.
O Meu Posto (Nando Reis)
Sinto muita saudade
Essa é a verdade
Não te vejo a metade
Do quanto quero lhe ver
Se eu te vejo a metade
Mais eu sinto saudade
Essa é a verdade
Quanto quero lhe ver
Quando a gente se fala
Quando perco a fala
Eu te ouço e não falo
O que eu quero dizer
Estou te amando de novo
E o quarto lugar
Pro meu posto
Já me deixou feliz
Hoje em outra cidade
Amanhã na cidade
Eu te ligo de tarde
Você termina de ler
Você me liga de tarde
Já pra outra cidade
Hoje eu durmo mais tarde
Você não pára de ler
Pois ficou resfriada
Pôs seus pés em sandálias
De manhã sem a praia
Pôde compreender
Que está me amando de novo
E encontra o lugar
No seu gosto
e se sente feliz
E o medo, o peso, o pesadelo, o segredo
e o sossego que o desejo por um beijo pôs pra fora
E o desejo durante tanto tempo
só desejo mais desejo
deseja que o desejo seja feito agora
Dia 1º de Maio
Não sei porque me distraio
Passou alguém perfumado
Quase que eu posso lhe ver
Ribeirão, madrugada
Todo mundo lá em casa
O mundo é muito mais água
Do que eu posso beber
Antes só suco de lima
Hoje também o de pinha
Quanto você imagina
Que ele possa querer
Ficar amando de novo
Nesse outro lugar
O seu posto
Diferente e feliz ?
E o medo, o peso, o pesadelo, o segredo
e o sossego que o desejo por um beijo pôs pra fora
E o desejo durante tanto temposó desejo mais desejo
deseja que o desejo seja feito agora
Bom jantar, meus amigos
Amanhã é domingo
Hoje eu fico sozinho
Pra poder lhe escrever
Que estou amando e com sono
Acho que vou me deitar
No meu posto
Eu me sinto mais feliz .
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Sem dúvida,
"o mundo é muito mais água do que eu posso beber."
Não é novidade, mas cada vez que eu sinto e reconstato o fato, há um pequeno funeral por dentro.
Sei que estou ausente, sinto falta daqui, mas a falta maior é de tempo.
beijo
TiTa
quarta-feira, junho 13, 2007
Na velocidade
terça-feira, maio 15, 2007

Ando tão à flor da pele
terça-feira, maio 01, 2007
Mas não precisa ser assim!
Copas de árvores não passam por mim sem que sejam percebidas. Tenho uma forte queda por elas.Ontem tocou essa música.
Eu a considero muito especial.
Desde que o samba é samba (Caetano Veloso)
A tristeza é senhora (assim com a alegria é uma criança)
desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura (quando se pensa em bom samba, seja a música ou a dança, se pensa numa pele escura, eles são mestres)
A noite, a chuva que cai lá fora
Solidão apavora (ótimo adjetivo para a solidão. Não nos sentimos necessariaamente apavorados quando estamos ou somos sós -e é o que todos somos, basta pensar um pouco - mas há um certo pavor em nos sabermos sós, não é?)
tudo demorando em ser tão ruim (porque esperar pelo que causará dor promove mais dor que a dor que em si que será despertada. Da mesma forma, esperar por uma momento feliz pode ser tão melhor que o próprio momento. Tudo igual e proprocionalmente oposto)
Mas alguma coisa acontece no quando agora em mim (o prazer que algo desperta, no caso o samba, descrito pela maneira ímpar do Caetano)
Cantando eu mando a tristeza embora (a vida é difícil mas não precisa ser assim, existem coisas que sublimam a vida)
O samba ainda vai nascer
O samba ainda não chegou
O samba não vai morrer
Veja o dia ainda não raiou
O samba é pai do prazer
O samba é filho da dor (a arte é uma resposta a nossas angústias e é a causa de nosso prazer, muito poético o Caê...)
O grande poder transformador. (capacidade inata da arte)
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Sem tentar espantar a preguiça que acomete todo bom trabalhador nesse dia que tem o paradoxo de ser o dia do trabalho e não se trabalhar, deixo um beijo pra você.
Ah, sim! Para não ficar tão paradoxal tratei de arranjar um plantão para a noite. Sou como algumas das pacientes que chegam para mim: Dotôra, eu trabalho na noite. (por dentro me corrôo...eu também trabalho na noite, mas com outro "glamour", para não usar a palavra mais adequada. Uma literal putaria. Mas elas, fugidiamente, tratam dessa questão com glamour.)
TiTa
segunda-feira, abril 09, 2007
Desafio Aceito parte I: 6 músicas
A minha cara, minha nota, meu prazer.
Tentei colocar o vídeo direto do youtube, mas seiláporque não entrou.
Linkei no título da postagem. Entre no link, toca o play e vamos começar!
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quinta-feira, dezembro 14, 2006
Esse é Rei, de fato e nome.
Depois de pensar um pouco
Nada mais a dizer, tudo posto.
Boa noite!
Tita
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Mistério

Estou há dias para colocar a letra, pois infelizmente não há como colocar a música ou mesmo um videozinho, da Perereca, de Fabio Freire, que foi professor de música das crianças até esse ano. Sucesso! Mas acabo de "gogglar"o Tio Fabio e descobri que há como ouvir: Entre no link, vá em infantil e depois entre em história da perereca, lá estão todos cantando:). Gostei, fiquei feliz!
A história da perereca (Eric Buney/Fabio Freire)
Eu vi
uma perereca (lindinho a troiana cantando peleléca, mas ela já fala melhor agora!)
Ai!, que susto que eu levei. (aqui o troiano cantava TUSTO ao invés de susto)
Não sei se a perereca me viu também
Quando ia tomar banho,ela apareceu.
Se não for logo pro chuveiro,
minha mãe não vai gostar.
Acho que a perereca se assustou também.
Meus amiguinhos batem palmas e cantam comigo assim:
Xô, xô, xô perereca. (as crianças balançam as mãozinhas como empurrando a perereca!)
Tchau, tchau, tchau perereca.
Sai, sai, sai perereca.
Mas é isso. Uma perereca me trouxe essa música, que eu gosto de verdade, a tona na semana passada.
Mistério...
Um beijo
Tita
sexta-feira, dezembro 01, 2006
terça-feira, novembro 07, 2006
Eu amo essa música...
Elis regina, composição : Belchior.
Você não sente não vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
O que há algum tempo era novo, jovem
Hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer (bis)
Nunca mais teu pai falou: "She's leaving home"
E meteu o pé na estrada like a Rolling Stone...
Nunca mais você buscou sua menina
Para correr no seu carro, loucura, chiclete e som
Nunca mais você saiu a rua em grupo reunido
O dedo em V, cabelo ao vento
Amor e flor, que é de cartaz?
No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais (bis)
Você não sente não vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
O que há algum tempo era novo, jovem
Hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer (bis)
Como Poe, poeta louco americano,
Eu pergunto ao passarinho: "Blackbird, o que se faz?"
Raven never raven never raven
Blackbird me responde
Tudo já ficou atrás
Raven never raven never raven
Assum-preto me responde
O passado nunca mais
Você não sente não vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
O que há algum tempo era novo, jovem
Hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer (bis)
E precisamos rejuvenescer
é isso, um beijo
Tita
sábado, setembro 23, 2006
Dentro do mesmo time

É só você chegar, que me sinto feliz. Me sinto inteira e forte. Pronta pra sentir outra saudade.
(fotógrafa: Jupiss)
Para quem também gosta, para quem não conhece, para quem ama, para quem sabe ser feliz e triste (tudo ao mesmo tempo),ou para quem só quer ler a música do dia. Desse músico que tem música para qualquer tipo de situação, como diz o PP, amigão.
Dentro do mesmo time(Nando Reis)
Entra pela porta da frente
Mas pula para o banco de trás
Abre a janela contente
Pra ver o sol fervendo no ar
E depois que o olhou
Fica sem falar
Escolhe o esmalte meticulosamente
Por ver razões na cor, que irão se explicar
Pra tudo funcionar simplesmente
Como gesto espontâneo, invulgar
E depois da cor
O que virá?
Se o mundo combinar felicidade e tristeza
Dentro do mesmo time
Lugar que não se vá
É o que há pra duvidar
Se é só isso que existe
Vai confirmar o olho que olhou
Ou esperar o sonho
Que ninguém sonhou
Onde você que chegar
Espalha graça ao pleno presente
E mesmo ausente é doce sua falta
Espelho é o mar, o lago, meus dentes
Com um beijo posso ver sua alma
E depois que eu vou
Não vou voltar.
Enorme o seu lugar, quase o vento
Mas é dentro de mim mesmo que cabe
Não há vogais a mais no silêncio
Que morre se faltar a palavra
E depois falou:- preciso mais!
:) ;) :) ;) :) ;)
Para todos um ótimo final de semana!
Tita
terça-feira, agosto 15, 2006
Saudade

Não consegui sair do clima da postagem de ontem. Vou novamente citar o Chico Chique Buarque.
Porque ele aqui descreve a saudade dolorosa e nos faz capaz de sentí-la, nas suas minúcias.
Pedaço de Mim
Chico Buarque
Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
Nessa música, Chico fala da mãe de Carlos Alberto de Freitas, morto sob tortura e incluído nas lista dos "desparecidos" na época da ditadura. Maria, a mãe, continuou arrumando o quarto do filho, todos os dias, como se ele fosse voltar para casa.Ela só parou de fazê-lo, quando em 1997, recebeu das mãos de Nilmário Miranda, a certidão de óbito expedida pelo governo federal: reconhecimento da responsabilidade do Estado na morte de Carlos Alberto. (fonte: orkut, Tania na comunidade analisando Chico).
Meu beijo e meu carinho,
Tita



