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quarta-feira, outubro 29, 2008

Minha linda sobrinha


Amanhã ela faz 5 meses e eu que vejo ela crescer de longe mais por fotos que na vida real, morro de saudades. Mas são saudades gostosas, com a certeza de que ela cresce cercada de amor e felicidade.
Domingo a bochecha dela não me escapa!
beijo
TiTa
PS: trabalhinho de Scrap, que aprendi com uma amiga joinha, aqui em São josé e que vem me deliciando e tomando parte do meu escasso tempo livre.
mais beijo


sexta-feira, agosto 31, 2007

Tina

E hoje é um dia muito especial.
é o dia da minha irmã santinha da casa. Muita responsabilidade carregar um apelido desses, só para ela mesmo.
Não consigo postar no blogger de casa, sei lá porquê.
Não consigo postar direito daqui, desse estrangeiro que estou. Mas não poderia passar um sem um é pique, é pique pra
Tina:)

mais beijos
tita

sábado, agosto 04, 2007

De onde eu tenho saudade...









Minha cidade pelo meu celular.
*
Sinto falta do cheiro de maresia, do vento quente, da água poluida do mar que até perde um
pouco do sal, do santista sem noção - que nesse tempo frio deve estar de blusa de moleton para
se agasalhar, mas de chinelo e bermuda porque a parte debaixo não sente frio -, da infância com
vovós por perto, da adolescência com bailinhos e discoteca, do sotaque cheio de "tu" sem
conjugação correta e das palavras com "s" em excesso, simulando um carioca, mas que na
verdade é oriundo do português, do "vento noroeste" que só um santista entende o que é, do
cheiro cítrico que vem de silos portuários na entrada da noite, de não se perder nunca por saber
em que direção está a praia, de ter amigos para tudo, de comprar bala no bar em frente de
casa, de poder ir na piscina da casa da vovó, de esperar as primas chegarem nas férias escolares,
de brincar com vizinhos na rua, de andar de bicicleta dando voltas no quarteirão e fazer bi-bi
com a buzina cada vez que passa em frente de casa para mamãe saber que a criança continua
dando voltas pelo quarteirão, de paquerar paulistas na praia, de nadar em um clube e competir,
de comer mamão e cenoura para ficar com um bronzeado bonito, de tomar sorvete no
itanhanhém, de jogar bola na escola, de olhar belas pernas no futebol da escola, da batata frita
servida por baianas trajadas como tal no Gug's, de ter mãe e pai te levando e buscando na porta
de todo lugar a que vai, de sonhar como será a vida no futuro, de ser boa aluna no cursinho, já
que não passei de uma aluna mediana na escola, de rir, sempre rir.
*
Mas o que eu sinto falta mesmo, e isso eu já escrevi aqui, é das pessoas que eu amo que moram
lá, e que sempre me fazem voltar . E me dão esse pretexto para de certa forma lembrar de como
tudo começou.
Um beijo,
bom sábado de sol,
TiTa

terça-feira, junho 12, 2007

Só você


Para o amor da minha vida,
que nem sequer lê
o que anda escrito por aqui.
Beijos e muito amor a todos!
TiTa

domingo, maio 13, 2007

Minha Mãe!


Ela vai reclamar?
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Quando eu nasci, primogênita, faltavam alguns dias para o casal comemorar os nove meses de aniversário de casamento. Motivo que, desde que aprendi a contar e entendi sobre gestação em humanos, usei para atormentar a cabeça de uma mãe. Uma mulher mãe de três meninas que morria de pavor de gravidez indesejada na adolescência, por ver a idéia de vida profissional das filhas cair por terra. Não fazia ela exatamente uma apologia ao casar virgem, mas cuidava como podia para que se pudesse ser assim, que fosse. Besteiras. E eu aproveitava para enchê-la acusando-a de ter transado uns dias antes de casar, só para ver ela brava respondendo que foi tão dicífil se segurar para depois ter de agüentar comentários desse tipo. Quando menstruei pela primeira vez tratou de tirar toda possível poesia da ocasião e ainda no banheiro, comigo sentada na sentina, me disse o que era aquilo: “Agora você pode ficar grávida, ter filho se não estiver preocupada em evitar!”. Sempre nos disse que sexo era bom. É, nunca gostou de mentiras. Tratou de ensinar muito bem isso para mim. Acho, hoje, que isso ajuda na relação mãe-filho, e de fato, em todas as relações. Se uma criança aprende que não deve mentir, simplesmente porque não há necessidade de mentir, as coisas se tornam mais fáceis. E se a criança cresce dessa forma, se verá em apuros quando precisar soltar uma lorota da fina ou da grossa. Eu sou assim, muito fácil reconhecer quando não falo a verdade.

Mulher prática e organizada, planeja e estuda (ih, ela adora usar esse verbo estudar!) muito bem as situações antes delas ocorrerem. Eu assumo, sou incapaz de armazenar tudo que ela guarda na cachola. Professora de história e geografia, teve a honra, você pode calcular, de me dar aulas quando eu estava no ginásio (ah, me recuso falar ensino fundamental, heim!). Eu era agitadinha e por várias vezes ela se via obrigada a mostrar seu pulso forte e me mandar fora de sala, seja para falar com a diretora, seja para ir fazer pesquisas-relâmpago na biblioteca. Eu não entendia nada de história, geografia e tudo que fosse de humanas. Não podia compreender. Demorei muito a ter maturidade para essas compreensões. Ainda na FUVEST tirei nota três em história e só passei porque fui bem em tudo que não era da área de humanas. Demorei muito a gostar de literatura, embora sempre fui chegadinha em ler livros. Ler eu lia, como uma geminiana, que fique claro. Lê um livro enquanto a TV dá uma luz de fundo e o rádio toca uma canção gostosa. Todos os canais misturados. E esse gosto pela leitura posso ter herdado dela, que sempre tem ao menos um livro na cabeceira e adora conversar sobre eles depois. Não tenho nem metade da capacidade dela para ler.

E voltando ao assunto sinceridade, adorava dizer que a pior coisa do mundo era aquilo que os HOMENS chamavam de parto normal. Gostava de frisar. Ela teve três, com quadro muito florido de dores, fique claro. Do tipo reinvidicativa, sempre tem algo a reinvidicar (sem dúvida daria uma ótima advogada). Entre uma contração e outra dizia o óbvio : parto normal só é dessa forma arcaica porque não é o homem que pare. Se fosse o homem algo já teria sido feito a respeito. Bem, isso há quase 35 anos. Hoje já existe analgesia de parto, mas infelizmente, não deliberadamente espalhada como deveria. Mudanças ocorreram e olha que nem é o homem que dá a luz, embora gostaria muitíssimo de ver o Carlão grávido na próxima gestação nossa, coisa que ele nem cogita. Sem dúvida, o fato de ela criticar tanto, era um grande motivo para eu de fato sonhar em ter parto normais. Para, de certa forma, eu saber sobre o que ela tanto falava e sentir na pele a questão que já ganhava até um status de lenda. E dessa forma me legitimar como mãe também. Quem sabe até não foi esse o motivo de escolher ser ginecologista e obstetra. Mães têm culpa de quase tudo nas nossas vidas e como mãe entendo disso.

Mulher multi presente, sempre era ela que levava e buscava nas baladas juvenis que não eram exatamente baladas(muito moderno) e sim, bailinhos (ótima essa, né?) shows, cinemas...essas coisas da década de oitenta. Os meninos amigos, dentre os poucos que eu conseguia arrumar, pois estudava em colégio de freiras só de meninas, costumavam dizer que minha mãe carregava um “três-oitão” na bolsa, para não se ver em apuros com suas meninas. Ela sentia um desconforto com a piada, mas no fundo acho que gostava. Super-mãe!

Eterna apaixonada pelo meu pai, isso é uma coisa que reconheço e guardo como exemplo. Eles são muito diferentes, mas por detrás de tanta diferença acabam se entendendo tão bem. Sempre dizia que o homem deve ser mais apaixonado que a mulher, mas tenho certeza que não era exatamente isso que ela queria nos dizer. Ela queria dizer: “Amem muito, mas não sejam trouxas, em primeiro lugar vocês!”. Ao menos foi assim que aprendi essa lição, e mesmo não me sabendo tão capaz de amar um homem, sou totalmente apaixonada pelo que escolhi. Espelho do que vejo em casa? Pode ser, sim! Sobre casamento, também, nunca cansou de me alertar para nunca, nunquinha catar a primeira cueca do chão, pois receberia esse desígnio até o final do casamento. Dica boa essa.

Aprendi com ela também ter o mesmo amor desinibido pelas filhas. Amor do tipo que abre a carteira na fila do banco para mostrar a foto das três com sorrisos quilométricos (como é a marca registrada da família), apontando um mini-currículo de cada uma. Coisas de mãe, que me vejo totalmente capaz de repetir.

Não sei dimensionar o quanto dela está em mim, mas sei que muito mais deixei de aprender com ela, pois nunca mesmo terei capacidade de fazer múltiplas tarefas como ela, que faz o que for preciso, e nunca se vê satisfeita senão quando termina a tarefa que julgou ser necessária. Ela precisa ter esse sentimento de missão cumprida. É capaz de caçar rato num armário, de pintar quadros, desentupir ralo, de bordar, de fazer texto de agradecimento ou qualquer que seja, de passar uma demão de sei lá o que num móvel, de limpar o lustre, de fazer tarefas domésticas, fazer o imposto de renda como poucos, de engraxar sapatos, de cozinhar (hummmm, nessa ela é muito boa!). Não tem preguiça para nada e isso é muito digno e diferente de mim.

Mami, tudo que eu escrevi aqui, em meio a sentimento açucarado de amor genuíno, é obviamente muito pouco para deixar registrada a importância que tem em minha, e em nossas vidas.(e com certeza ainda é muito mais do que metade da minha carga genética!).

Um beijo muito especial pra você hoje, e até o almoço!

Tita.

domingo, abril 22, 2007

Agora sim!


Minha pequenininha fez trintinha e está sentindo mais a dor do que a alegria que isso dá.
Ela que sempre me acolheu na calada na noite, dividiu colchão e coberta nas minhas noites de pesadelo, que sempre é tão carinhosa e cuidadosa com meus troianos, que é e sempre será minha pequenininha...
Um beijos muito especial pra vc Pila do meu coração! Espere passar de fato os trinta e se sentirá melhor:)
TiTa

quarta-feira, abril 04, 2007

papau

Avesso a qualquer tipo de comemoração ou homenagem, ele que é o Sexy-Boy do lar, tem hoje, dia quatro do quatro, seu dia especial.

Filósofo, músico, pediatra, poeta.

Sempre ensinou que qualquer problema que tivéssemos não deveria ser suficiente para nos preocupar. E de fato, poucas são as coisas com as quais devemos nos preocupar.

Nunca esqueceu de mostrar o pózinho que somos. Brilhantes, é certo, mas pózinho. O universo é muito mais.

Tirar notas muito boas na escola para ele era um problema: " Não são as melhores cabeças, filha!" Quanto a mim ele não precisava se preocupar, caprichosamente ia na média alternando a matéria que eu iria pior a cada bimestre, assim não comprometia o final de ano.

Sim, é um cara especial, por sua capacidade de ver o mundo e entendê-lo, ou não entender nada dele, de uma forma muito particular, diferente. E é especial por ser meu pai.

Bom dia, com um beijo especial para o Papau!

Tita
PS: Não fique bravo, é amor...

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Vovó Rute, Vovó Ruth!



Tita por vovó Ruth!

Há 85 anos nascia de Paschoalina Italiana e Tito Sergipano, em Santos, essa mulher que é pura fibra, pura arte e puro amor. Vovó Ruth é uma mulher que sempre está a frente de seu tempo. Aprendeu a dirigir quando o primeiro carro chegou da Inglaterra em Santos( bem, ou foi quase isso), antes mesmo de que seu marido. E dirigiu até há pouco, com uma saída esportiva que deixava meu pai até preocupado! Costurou para fora e fez tudo que precisou para ter seu dinheirinho extra. Mas sua real profissão é artista plástica, essa que até hoje lhe garante um bom trocado, dando aulas em seu ateliê. Quem tem uma avó de 85 anos que está na ativa, manda e-mails diariamente(inclusive para mim!), chama seios de "minhocas", diz que a pessoa sofre de "falta de conhecimentos botânicos" quando está diante de um ser totalmente desprovido de bom senso, tem os olhos mais azuis que eu já vi, está no orkut e faz uma macarronada e brigadeiro branco(que ela chama de geminha) como ninguém? Claro, privilégio de poucos!

Muitos bons momentos tive na piscina da casa que ela morava durante toda minha infância e adolescência em Santos. Um engraçado foi quando eu pulei na piscina e bati o queixo na borda. Sangrou bem, vovó salvou com gelo e um super band-aid no local. Quando chegou meu pai, seu filho, para me buscar e deu uma erguidinha no band-aid pôde ver o osso de minha mandíbula. Correu me levar para dar uns pontinhos. Pra ela não tem tempo ruim, o que vier ela encara, o que vier ela traça. Com formosura!

É por isso que hoje o dia que vivo é para ela, quero que ela seja sempre feliz como ela soube e sabe fazer a mim e a cada pessoa da família troiana feliz! Não estava na sua pizzada ontem, mas já vi as fotos do sucesso!

Prá vovó Ruth meu sincero é pique, é pique, é pique; é hora é hora , é hora,

Rá tim bum!

Muitos beijos prá vovó!

Tita

P. S.: Troiana pede para avisar que em janeiro tem aniversário dela e ela conta com as geminha de sua autoria!rsrs.]

Post feito com total colaboração de papi, mami e irmãs de Tróia: obrigada!

Mais beijos!