"São Paulo tem prédios demais, e este é um defeito. Mas prédios têm muitas janelas, e esta é uma qualidade. Poucas coisas são tão fascinantes quanto um janela aberta. Principalmente as com vista para dentro. Ou seja, para a vida dos outros." Andre Laurentino, publicado nO Guia do Estado, e em seu blog.
Ontem estive em São Paulo. Cidade que é a minha casa sem ser a minha casa. Não é o meu ninho, mas é difícil reconhecer, lá eu fiz um ninho. E comecei a criar dois filhos nele. Preciso de tempo para sentir a cidade se afastar. Ou tempo para que a cidade não me mostre mais suas marcas. Ou ainda, se mostrar, eu não as possa reconhecer. Como também não vou reconhecer mais cruzamentos, lojas, bares, e o frentista do posto de gasolina. Isso em algum dia.
Se tem uma coisa que eu adorava era a, dita no parágrafo que abre, "vista para dentro". Adorava me perder imaginando a continuação da decoração que a penumbra ao redor do lustre não permitia ver. E com a moda de paredes coloridas, ver luzes de cores diferentes em cada andar da sala no prédio da frente, que mesmo estando longe do meu, permitia incursões com meu olhar sempre curioso. Totalmente voyer. E da minha varanda, eu via aquele senhor de agasalho padrão mescla, que madrugava para fazer uma ginástica que poderia talvez ser yôga. E a dedicada faxineira que se defenestrava para deixar um vidro brilhante na janela. E a senhora que cuidava de seu jardim cultivado numa das varandas de São Paulo. E as crianças que comiam numa mesinha de plástico no final de tarde (bem, isso era na minha varanda mesmo!).
Aqui estou numa casa, e, da varanda de meu quarto não avisto muito mais que os pés de bananeiras já famosos. As casa da vizinhança não estão tão próximas. Uma distância que eu cobiçava quando tinha uma vizinha loura louca aos meus pés. Sim, no andar de baixo , claro. Não estou reclamando de nada. Estou é muito feliz, mas São Paulo deixou um buraquito em meu coração. E também um buracón no bolso. Chego, então, ao objetivo do post:
Alguém interessado em comprar um apê em São Paulo? Direto com o proprietário, chaves com o zelador. Só manifestar interesse aqui. Quanto a vizinha loura louca de baixo...vai que você gosta, né?
Besitos!
Tita
quarta-feira, março 28, 2007
segunda-feira, março 26, 2007
Plantando Bananeira

Eu adoro banana, principalmente as nanicas. Se tiverem bem madurinhas, pintadinhas ...huumm. Bolo de banana, doce de banana bem apurado como o da vovó Lidia, torta de banana-muito festiva-da mami, bananinha seca. Me divirto.
E aconteceu de na minha casa nova ter umas bananeiras. Achei bonitas, enfeitam o jardim bem, dando, sei lá, um ar praiano (não, não estou confundindo bananeira com coqueiro, mas acho que guarda alguma sememelhança...).
E foi então que as bananeiras resolveram dar as ditas bananas. Essa da foto deu primeiro, mas agora a do lado também está com seu vistoso cacho. Fiquei toda feliz. Desde então ando fotografando, não tão metodicamente como planejei de início,mas estou tentando eternizar o momento das bananas no meu quintal.
Então vem a parte triste. Esse final de semana tivemos uns amigos em casa. E foi então que ela me contou. A bananeira , depois que deu um cachão de bananas, morre, tem de ser cortada. Nunca mais vai dar nada. Considerei ultra reacionário da parte da bananeira: como assim, só dar uma vez?. Mas parece que é assim, não há conversa. Desse jeito.
Aí, tive dificuldade para dormir e estou respirando fundo para enfrentar a minha semana com essa notícia.
Fui ler sobre o assunto e descobri o pior. A banana não é uma fruta, e sim uma pseudo-baga.
Agora, ciente disso, hoje eu não durmo mesmo...
um beijo
Tita;)
domingo, março 25, 2007
Aconteceu de novo!

Sandra BullocK, Miss Simpatia.
Rárá:
Eu lá trabalhando no meu dia sabático, pensando: Eu poderia estar numa piscina, eu poderia estar comendo um churrasquinho, eu poderia estar no parque, na praia e etc.. Mas não, eu estava lá( no melhor estilo: eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando, tão popular nas ruas das metrópoles do Brasil).
Eis que a paciente, sem graça, grávida de gêmeos a pobre moça, par de olhos azuuuis, com o marido ao lado:
-Ai, doutora, acho que posso falar né?
-Pode, pode sim.
-Bem, você deve ouvir sempre isso (da mesma forma que a outra pessoa me falou!).
-Tudo bem, pode falar. (Ginecologista está sempre pronta para ouvir quase tudo).
-Ah, você parece a Sandra Bullock, tão bonita!
-Ahhhh (sorriso de orelha a orelha, maior impossível)... Obrigada!
....
-Atenção todos, tratamento VIP para aquela moça de olho azuis!(rsrsrs)
...........................................................................................................
Bom domingão de SOL!
Beijos
Tita
sexta-feira, março 23, 2007
Anúncio

Procuro um moinho
de vento ou água ,
que consiga transformar
a força de uma frustração
em outro tipo de energia.
Pago bem.
---------------------------------------
Em algum dia entre 2005 e 2006.
Hoje: Menos frustrada, mais realizada, porém ainda procurando alguma coisa. E quem não está, oras!
Peraí, vou pensar no próximo anúncio.
Bom final de semana, minha gente!
Tita
quinta-feira, março 22, 2007
Borat
Nessa tarde assisti Borat: Aprender Cultura da América para Fazer Benefício Glorioso à Nação do Cazaquistão ( Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan). Dei risada, não vou negar. No entanto o que sobressaiu, foi a sensação de desconforto de estar fazendo muito pouco caso com questões sérias demais. Bem eu, uma menina que adora fazer graça. Sempre tenho uma tirada, do tipo que perde o amigo mas não perde a piada... Pois é, mas me chocou o filme por tratar a diferença cultural sem o respeito necessário. E também a homossexualidade, a religião, o sexismo, a ignorância, a deficiência mental e etc.Pode ser motivando mesmo esse desconforto que ele, Sacha Baron Cohen (cidadão inglês) - o Borat, busca levantar questões e cutucar nações e culturas. Mas sinceramente achei que ele quis "causar" de uma forma muito primitiva e ingênua, ainda que genuína.
Ele filmou pessoas que não sabiam que estavam sendo filmadas e suas reações no mínimo espontâneas. Isso não é lá muito legal se ele não obteve permissão para usar a imagem dessas mesmas pessoas. E ainda querer ganhar muito dinheiro em cima disso tudo? Li em um site que a polícia foi chamada mais de 90 vezes durante as filmagens.
Voltando ao assunto cifrão, tomara que ele ganhe muito dinheiro. Será necessário para pagar o legado de processos que o filme deixou.
E você, gostou?
um beijo,
Tita.
quarta-feira, março 21, 2007
Sobre a Minha Ansiedade
Que eu sou ansiosa muitos sabem. Eu já sei. Aliás está difícil encontrar alguém que não vista esse predicado, inclusive se valendo dele para justificar fatos de relevância ou mesmo banais em situações corriqueiras da vida. Seguindo esse raciocínio: Come muito? É ansiedade. Chora à toa? Ansiedade. É grosseira gratuitamente? Ansiedade. Tem espinhas? Ansiedade. Fura o sinal vermelho? Ansiedade. E acaba que é um tal de Prozac, ou fluoxetina como devo prescrever, que todo mundo se vê tomando, até sem saber direito porquê.
É de um grande conforto ter uma palavra mágica para rotular coisas. E se for para rotular sentimento, então, melhor ainda! Sentimentos têm a capacidade desorientar seres humanos. E assim vamos aplacando a tal, ela mesma, a ansiedade que nos pega, ataca, corrói e paralisa. Tendo nome, ou melhor, um diagnóstico, tudo se assenta melhor.
E eu ouvi dizer que já se dosa quantidade de fluoxetina nos esgotos de São Paulo e de outras cidades do Brasil e do mundo, com certeza. De inicío pensei que seria pelo uso indiscriminado, então um médico amigo disse que seria por as pessoas desprezarem as cápsulas, compradas e depois preteridas, na privada. Sei lá, acho que é mesmo pelo uso descabido.
Mas juntando o assunto esgoto com ansiedade venho falar sobre o assunto que me perturbou nessa manhã. Numa casual leitura matinal, totalmente descompromissada, como você bem pode imaginar, descobri que entra em cartaz agora no dia 23 o filme "O Cheiro do Ralo", baseado no livro de Lourenço Mutarelli, de mesmo nome. Associe a um bom livro um roteiro de Marçal Aquino e atuação visceral (esse adjetivo os críticos gostam de usar!) do Selton Mello (mas também qual atuação dele não é visceral?). É uma gente de quem sou fã confessa há tempos. É uma gente muito boa, que tem o dom de tocar diretamente o botãozinho de prazer, cultural ou não, que tenho por dentro. Não tive oportunidade de assistir quando ele estava na mostra em São Paulo, e ganhou o prêmio de melhor filme. Agora guardo esse sentimento que PRECISO ver logo esse filme, uma questão de vida ou morte.
Ah, sim e a direção é de Heitor Dhalia, que não tenho muito a falar a não ser dados que li, se não me engano, na TPM (revista) de fevereiro. Garoto bonitinho, pernambucano. E talentoso pelo jeito.
É, doutor, um caso grave esse de ter ansiedade.
Um beijo,
TiTa
PS: Ainda hoje compro esse livro...já que não posso assitir ao filme NOW! (agora é a palavra do ansioso)
É, doutor, um caso grave esse de ter ansiedade.
Um beijo,
TiTa
PS: Ainda hoje compro esse livro...já que não posso assitir ao filme NOW! (agora é a palavra do ansioso)
Ando pensando muito em palavras...
terça-feira, março 20, 2007
Mas que saudade, que nada!
Acabei de postar uma foto de São Paulo. Cidade querida. Dramática, barulhenta e neurótica.
Andando por blogs na internet achei esse videozinho mui simpático e elucidativo de como a vida transcorre por lá:
BrUnO BoZzEttO- neuro
Eu só não sei como não tive a idéia, ou a coragem, de promover um final similar ao da animação. Sensacional. O aquecimento global é fato.
Hoje eu penso, e restam as dúvidas: Com quem será que minha ex-vizinha se estranha? De quem ela pode reclamar? Ou em última instância, quem ocupa a fúria da loura jovem, branquela e mal amada? Em quem ela despeja o ódio que é fruto da neurose a que ela é submetida diariamente e não pode reconhecer?
Mas que saudade que nada!
Ê vida boa, sÔ!
beijo
tita
Andando por blogs na internet achei esse videozinho mui simpático e elucidativo de como a vida transcorre por lá:
BrUnO BoZzEttO- neuro
Eu só não sei como não tive a idéia, ou a coragem, de promover um final similar ao da animação. Sensacional. O aquecimento global é fato.
Hoje eu penso, e restam as dúvidas: Com quem será que minha ex-vizinha se estranha? De quem ela pode reclamar? Ou em última instância, quem ocupa a fúria da loura jovem, branquela e mal amada? Em quem ela despeja o ódio que é fruto da neurose a que ela é submetida diariamente e não pode reconhecer?
Mas que saudade que nada!
Ê vida boa, sÔ!
beijo
tita
Assinar:
Postagens (Atom)


