Começo a trabalhar agora às sete, e vou até quinta mais ou menos às dezessete.
Cada vez mais vou ficando com cara de residente, de novo...
e estou gostando:)
Beijos e bons dias;
TiTa
quarta-feira, abril 25, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
E tome fôlego.

Segura firme.
Trava bem.
Esconde tudo.
.
.
.
e toma fôlego.
.
.
.
suspira.
.
.
.
Fecha a comporta
Guarda a bagunça
Tranca bem.
.
.
.
e toma fôlego.
.
.
.
suspira.
.
.
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e toma fôlego.
Trava bem.
Esconde tudo.
.
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e toma fôlego.
.
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.
suspira.
.
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Fecha a comporta
Guarda a bagunça
Tranca bem.
.
.
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e toma fôlego.
.
.
.
suspira.
.
.
.
e toma fôlego.
.
.
.
suspira.
Então, toma um bom banho.
Acredita, que naquela água suja de sabão perfumado, aquilo tudo acumulado tenha a chance de ser enfim desprezado.
(Apenas uma forma de se viver)
domingo, abril 22, 2007
Agora sim!

Minha pequenininha fez trintinha e está sentindo mais a dor do que a alegria que isso dá.
Ela que sempre me acolheu na calada na noite, dividiu colchão e coberta nas minhas noites de pesadelo, que sempre é tão carinhosa e cuidadosa com meus troianos, que é e sempre será minha pequenininha...
Um beijos muito especial pra vc Pila do meu coração! Espere passar de fato os trinta e se sentirá melhor:)
TiTa
sábado, abril 21, 2007
Todos os Problemas do Mundo
Nessa semana eu atendia uma simpática loira, no auge da exuberância de seus 22 anos, e depois da usual consulta de rotina, pouco antes do "aguardo os resultados de exames", ela me diz:
- Eu tenho um problema.
- Sim, pode falar. (Já disse aqui sobre o preparo do ginecologista em ouvir quase tudo.)
- O que devo fazer para não gozar tão rápido?
?????????
Sem esperar muito e olhando dentro do olha dela a parabenizei. A queixa que escuto é sempre distante dessa...
Então compreendi que estava diante de uma exceção de mulher. O elogio a fez orgulhosa de sua condição. Mas ela tinha uma queixa de um problema que é dela, e que a atormentava, mas que é muito facilmente contornável. Mulher de sorte. No entanto não deixei de compreender a situação como um problema de fato, me sensibilizando da falta de disposição para seguir o intercurso quando uma tragédia dessas acontecia.
Expliquei umas coisitas para ela. Tão fácil de contornar essa situação.
Enfim, no que ela fechou a porta, pensei:
Se todos os problemas do mundo fossem esse, ah que eterno prazer seria viver, não?
--------------------------------------
Problemas: quem não os tem?
Ando numa fase de minimizar meus problemas, pois no frigir dos ovos, são mínimos mesmo...
A minha quinta foi muito legal, em São Paulo. Vou arrajar gás e tempo para contar aqui depois.
Beijo e bom final de semana
TiTa
- Eu tenho um problema.
- Sim, pode falar. (Já disse aqui sobre o preparo do ginecologista em ouvir quase tudo.)
- O que devo fazer para não gozar tão rápido?
?????????
Sem esperar muito e olhando dentro do olha dela a parabenizei. A queixa que escuto é sempre distante dessa...
Então compreendi que estava diante de uma exceção de mulher. O elogio a fez orgulhosa de sua condição. Mas ela tinha uma queixa de um problema que é dela, e que a atormentava, mas que é muito facilmente contornável. Mulher de sorte. No entanto não deixei de compreender a situação como um problema de fato, me sensibilizando da falta de disposição para seguir o intercurso quando uma tragédia dessas acontecia.
Expliquei umas coisitas para ela. Tão fácil de contornar essa situação.
Enfim, no que ela fechou a porta, pensei:
Se todos os problemas do mundo fossem esse, ah que eterno prazer seria viver, não?
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Problemas: quem não os tem?
Ando numa fase de minimizar meus problemas, pois no frigir dos ovos, são mínimos mesmo...
A minha quinta foi muito legal, em São Paulo. Vou arrajar gás e tempo para contar aqui depois.
Beijo e bom final de semana
TiTa
terça-feira, abril 17, 2007
LEVE

Há algo,
oculto, encerrado
dentro de mim.
Que me deixa inquieta
que me deixa ficar louca
que me deixa meio tonta
e me faz rodopiar.
Durmo, acordo, durmo
acordo, durmo, acordo
e ainda assim
essa algo não se acalma
pula,torce, vira, move
torce, move, vira, pula
vira, pula, move, torce
cansa, cansa, cansa
e me faz cansar.
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O movimento é esse, de não parar o movimento, de estar sempre movimentando.
Legal? Sim, tem sua graça, mas tem um gasto de energia, minha gente... Tanta inquietude...
Besito
TiTa
quinta-feira, abril 12, 2007
Manicure

Cutucava os dedos da cliente como quem tem um prêmio a receber por cada pelinha retirada. Ágil, magricela na cintura, frágil no quesito peito, mas com uma bunda honesta, volumosa e de muita personalidade. O cabelo tinha uma cor diferente, dessas que só quem trabalha num salão de beleza é capaz de portar. Era natural sua tintura. Natural em sua beleza. Podia-se jurar que era loira com uma tendência ruiva, não fosse pelo fato dela mesma confidenciar, com ar despretencisoso, entre dentes e ao pé do ouvido da cliente que ela mesma tingia seu cabelo, no aconchego do lar. Por isso que gosto de ser curiosa, disse espontânea. Numa espontaniedade infantil própria dela e que fazia, inexplicavelmente, carrregar uma série de fãs. Homens e mulheres. Curiosa para ela era sinônimo de interessada. A mesmíssima coisa. Equívoco compreensível quando se estava ao lado dela. Tudo se explicava e se justificava, mesmo sem requisições. Eram a imagem e o jeito dela que tornavam tudo como deveria ser.
Observava com rigor as atividades que seu patrão desempenhava, e repetia com o afinco da melhor aluna da turma em sua humilde morada. Tal atividade doméstica causava certo desespero no chefe do lar. No fim ele iria gostar, jurava para ele num tom tão doce quanto seguro, que acabava desconcertando o pobre homem. Há tempos ela já tinha ganhado aquele segundo coração. Nem ele desconfiava do grau de tal doação, mas homens costumam demorar mais a perceber mesmo. Você sempre gosta do que faço, completava com ar desinteressado enquanto passava a gororoba na parte posterior da cabeça sentada na privada, jogando o cabelo todo para frente, vestida num robe claro que se entreabria, mostrando as coisas que ela não tinha preocupação em esconder.
Não era daqui, era de lá. Por isso tinha o sotaque cadenciado. Bonitinho, mas soava forte. Fortíssimo quando cometia um desses erros, medonhos e primários, de português. E então voltava a ter um ar infantil num corpo de mulher e seguia, na sua ignorância irrestrita, conquistando um séquito de fãs. Alguns tentavam em vão corrigir o absurdo pronunciado. Ela fingia que aprendia o certo e continuava falando como estava acostumada. Inteligente a ignorante.
Prosseguia explorando cutículas quando sua colega ociosa observou as manchas que vinham aparecendo em sua própria pele. Antes de qualquer melhor análise da mancha, sem mesmo olhar para elas, disse o definitivo diagnóstico dos hematomas, ao menos o diagnóstico que conhecia, carregado de uma sabedoria que só serve a quem tem capacidade de entender:
-Angústia.
-Você está tendo o mesmo problema de minha mãe.
A outra já sugestionada não quis se lembrar da distância de sua cama até o móvel com a TV. E da distância da mesma cama para o armário, que para abrir porta ou gaveta precisava subir um pouco a colcha, pois senão a abertura ficava insatisfatória. Tudo na posição exata. Em latitude e longitude. Caso contrário os movimentos estavam impedidos. E as topadas, mesmo com muito habilidade eram inúmeras.
Não importa qual fosse o misterioso motivo, mas Angústia caia como uma luva. É universal o sentimento e todo mundo tem ao menos uma guardada. Por vezes trancadas. Muito mais fácil se elas se abrissem em hematomas doídos apenas ao toque na pele.
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No segundo tempo dessa história cheguei em casa e vi a perna da troiana cheia de hematomas, desses que denunciam o grau de espoletice(?). Pobre dela se tivesse tudo isso de angústia, pensei na hora.
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Besitos e boa seixta!
Tita.
quarta-feira, abril 11, 2007
DO meDO.
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