quinta-feira, novembro 22, 2007

Mas será?



Dirigir com duas crianças em idade pré-escolar conversando no banco de trás do carro dá no mínimo assunto para blog. Me divirto.
Ontem o frisson foi sair ao cair da noite. Tão logo a troiana avista o nosso soberano satélite ela vibra, dá gritinhos. Talvez dê um barato nela ver a Lua, assim como já me deu e confesso que por vezes ainda me dá, com a diferença que agora contenho meus gritinhos.
E a Lua também tem a característica de nos pôr a pensar, filósofos são filhos da Lua. Pensativa, então, ela profere a questão, que lhe surge em mente, para o troiano ao seu lado:
- A Lua não tem medo de cair lá do céu?
Nunca havia pensado por esse lado mas concordo que se ela cair o estrago pode ser grande. Tanto para ela, partida em mil pedaços quanto para nós aqui embaixo com o que sobraria do planeta já quase totalmente consumido. Nada falo. A pergunta se repete, seguida de um manhê. Nada melhor me ocorre do que o: "Não, filha, ela não tem medo porque está bem presa lá no céu". Foi o melhor que consegui elaborar para uma resposta imediata. Me intriga a questão dela não pela dúvida do que aconteceria se tal catástrofe acontecesse, mas pelo foco que a troiana colocou no sentimento de medo que por ventura a Lua poderia sentir, e muito provavelmente o medo dela nos diversos seguimentos de sua vidinha.
Mas para o troiano, já surge a resposta de que o Deus a segura e ela não cai porque Ele tem asas e fica voando lá em cima.
Sei, sei.
Aí está explicado! Não bastasse a função do grande Deus cuidar da Terra e de todos os seus habitantes, Ele também cuida da Lua. E cuida muito bem, pois ela é tão bela!


Um beijo, minha gente!


TiTa

ps: o desenho que ilustra o post vem daqui.

segunda-feira, novembro 19, 2007

Meme



Bethinha do Noites em Claro me passou o meme, e eu de "incerta" forma me apresento a vocês:


Uma hora: Sete da matina! Assim mesmo, insuportavelmente feliz bem cedo.
Um astro: Nando Reis (pode, né?rsrs).
Um móvel: tive de pensar...acho que uma espreguiçadeira.
Um líquido: Água, sempre água. E água que passarinho não bebe também...
Uma pedra preciosa: Brilhante.
Uma árvore: Mangueira, pelo tamonho da sombra e pela doçura da fruta.
Uma flor: Copo de Leite, minha preferida você sabe...
Uma cor: Vermelho.
Um animal: Homem.
Uma música: Humm...essa eu passo. Mas "Detalhes" do Roberto eu preciso escutar na voz dele em um show.
Um livro: Milan Kundera, A insustentável leveza do ser, que urge ser relido.
Uma Comida: Feijão, lentilha e purê de batata. Macarrão também.
Um lugar: O colo da minha mãe...esse lugar é bom.
Um verbo: Sorrir.
Uma expressão: Há muito mais coisas entr o céu e a Terra do que desconfia nossa vã filosofia.
Um mês: Maio.
Um número: 87171.
Um instrumento musical: Piano
Estação do ano: Outono.
Um filme: Brasileiro e com Selton Mello...do bom. Cheiro do Ralo, pode ser. O céu de Suely, mesmo sem o Selton também pode ser.



Agora passo o Meme para Lu Longo, Lalaiá, A Rainha (ixi, fui lá e ela já fez o meme e mais, passou ele pra mim!!!), Gio iluminada, HelÔu. Vamos nos abrir, minha gente!
oooooooooxoooooooooxooooooooooxoooooooxooooooooooooxooooooooxoooooooooxoooooooo
Enquanto tentava postar essa lindeza veja o que me ocorreu:
-Mãe, acabei.
-Já vou, calminha.
-Manhêêêêê.
-Ãhnn?
-Já acabeeeeeeeei.
E lá fui eu cuidar da troiana que está inconformada no alto de seus três quase 4 anos não saber se limpar que nem a " Laurinha da minha escola"...Voc~E chega lá, lindinha, explico.
Sim, mas chego lá e ela está com uma fita do Bonfim vermelha na mão e pede para eu amarrar nela. Sem entrar em mutios detalhes explico que ela pode ter 3 desejos para os 3 nós que eu vou amarrar.
E lá vão:
Primeiro: Quero "Mirrojo", é o jeito ajaponesado só dela que usa pra dizer simplesmente miojo.
Dou risada do desejo dela...
Segundo: Quero tomar banho...continuo dando risada e ela completa, mas tem qe ser de banheira. Penso: Ela sabe o que quer...
Terceiro: Quero que você "Não vai trabalhar" nunca mais...
Ai começo a chorar, por dentro. Ê desejo difícil de sair esse, confesso que também foi difícil dar esse nó.
E lá vou eu pra plantão com o troiano chorando pedindo também pra não ir...Não é de hoje que crianças pedem a mães/ pais para não trabalhar, né?
Um beijo,
Tita


quinta-feira, novembro 08, 2007

Lalari, lalará...descontraindo.


Dia 14 de novembro tem noite ruiva.
E eu já estou esperando.
Ando precisando de um anti-agônico.
besitos!
TiTa

sábado, novembro 03, 2007

Instinto Secreto (Mr.Brooks)


Não era o filme que eu queria assistir de início. Mas o Cinemark da minha cidade não passa exatamente tudo que eu quero assistir - aliás, só não estou mais triste por esse Cinermark não participar da segunda-feira de promoção com filmes brasileiros a 2 realetos porque não terei um minuto para lazer/prazer no dia 05/11. Sendo assim, vamos selecionando de acordo com o restrito leque que nos apresentam.
O filme Instinto Secreto tem um mote um tanto americano. Um "serial killer" é na verdade um homem de grande sucesso, um premiado empresário. Ele consegue, por ser muito rico e inteligente, permitir que seu prazer de matar não seja de domínio público e nem mesmo de domínio familiar. O longa se desenvolve a partir da ótica do psicopata com duas personalidades díspares (como o médico e o monstro) tentando levar uma vida normal. O foco está no sofrimento, que o vício e as taras a que os seres humanos estão sujeitos, pode ocasionar, independente do prazer que eles proporcionam.
Filmes interessantes nos fazem ficar pensando neles, ainda que sem querer. Por isso concluí que esse é do tipo que vale a pena assistir. Mesmo encontrando uma detetive que é a Demi Moore parecendo fazer o papel de Jodi Foster em Silêncio dos Inocentes. Nada se inventa, tudo se copia, diz o sábio ditado.
Passou uma semana e estive numa pizza de sábado com meus pais e foi comentado o artigo da semana de Arnaldo Jabor em que ele, da forma magistral que seu talento permite, expõe sua opinião acerca do caso do Padre Júlio Lancelotti e pedofilia. O texto dele pode e deve ser lido aqui. Resumo que ele considera a castidade,que a Igreja Católica exige, como responsável por parte dos desvios que encontramos na história nada inédita de pedofilia entre padres. E eu extrapolo acrescentando que o homossexualismo, também bastante encontrado na instituição (me vem em mente um padre famoso que é desnecessário citar), também seria mais presente devido a castidade imposta. Acrescento, com cuidado apenas, que o homossexualismo pode ser tomado como um desvio, por não ser o comportamento comum, da maioria; no entanto, não causa mal, nem sofrimento a ninguém a não ser ao próprio homossexual devido à pressão exercida pelo preconceito. O fato é que poucos são os padres (e porque não dizer freiras!) que convivem bem com sua sexualidade, pois isso não é permitido a eles(as). Padres não possuem sexualidade e isso é um mito que não convence mais ninguém, pois eles são primordialmente seres humanos. É difícil encontrar um padre bem resolvido nesse aspecto, embora eu mesma conheça um que admiro bastante.
Como o próprio Arnaldo Jabor, a mim não cabe julgar o Pe. Júlio. Eu não sei (você sabe?) daquilo o que é verdade ou não, embora reconheça que tudo parece esquisito demais. Também penso que, mais do que a castidade, a degenerada e doente relação entre sexualidade e religião que a Igreja Católica estabelece é, na verdade, o fator responsável por existir entre os membros (ops...) tantos desvios do normal. Mas minha visão é um pouco diferente do famoso cronista. Entendo que as pessoas que possuem essas taras ou desvios, encontram na vida abarrotada de regras (todo psicopata necessita de regras rígidas para viver) da Igreja Católica uma chance de viver nos trilhos, de imaginar que o monstro não será externado, ou se for, as preces e a instituição tornarão encobertos pecados terríveis a que eles, seres mortais, estão sujeitos (considerando o corporativismo que o Jabor sentiu e citou em sua crônica). Não acredito que o meio transforma a pessoa, mas sim que o meio é um ímã para esse tipo de indivíduo com determinada predisposição a esses comportamentos. São pessoas que acreditam que a vida de matrimônio com Deus dará a eles, pobres cidadãos comuns cheios de neuras e de fraquezas, o passaporte para a vida eterna.
Amém.
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Um beijo, um tanto ácido para um domingo de manhã.
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TiTa.
PS:Espero que o leitor compreenda que não generalizo e não considero todos membros da Igreja Católica como doentes, apenas julgo doentes as leis impostas por ela.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Pé com Pé



Aqui em casa é o hit do momento.

Saiu o DVD agora em outubro, se quiser assistir trechinhos visite www.palavracantada.com.br

Palavra Cantada é um selo que faz músicas infantis que me apaixonam. Pela sensibilidade, pela seriedade, pela capacidade, pela beleza do trabalho.

Existem momentos em que tenho uma vontade instantânea de voltar a ser criança. Um deles é quando ouço palavra cantada, outro é quando deixo os pequenos na escola...Hum que vontade de ficar naquele espação arborizado com algumas galinhas de angola de permeio! Do mais, prefiro mesmo a idade que estou e vivo...dá uma preguiça em pensar em voltar no tempo. Pensando bem , melhor não ser mesmo possível. Ramificando me veio a música Hoje Mesmo do Nando Reis em mente. É uma canção tão linda que acho uma absurdo ela estar guardada num CD e não tocando nas rádios, atingindo muitos ouvidos. Nela ele encontra um gênio que oferece a ele 3 desejos e os desejos são lindos: primeiro pedir o tempo pra voltar atrás para ver o a mulher que ele ama aos dezesseis anos (achei muito original pensar em conhecer como era a pessoa que a gente ama era nessa idade, digamos tão tenra. E depois que eu descobri um desejo como esse morro de vontade de saber como eram pessoas que considero importantes para mim aos 16 anos), o segundo desejo é "emoldurar no céu " o sorriso dela, que ele reencontra no filho dele("O filho cria a mãe", ele segue cantando...de arrepiar). E o terceiro: "E o último, complexo, honesto e genuíno, amar sem precisar da dor, quere também sem magoar, tocar seu corpo, hoje mesmo"...Muito bom. Voltando ao Palavra Cantada...

A música que é minha preferida, que as crianças começam a gritar alucinadas a me chamar quando começa a tocar, para que eu não perca o show, é:

O Pé de Nabo (Sandra Peres e Luiz Tatit)

Ser assim é uma delícia

Desse jeito como eu sou

De outro jeito da preguiça

Sou assim pronto e acabou

A comida de costume

Como bem e não regulo

Mas têm sempre alguns legumes

Que eu não sei como eu engulo

Brincadeira, choradeira

Pra quem vive

uma vida inteira

Mentirinha, falsidade

Pra quem vive

Só pela metade

Quando alguém me desaponta

Paro tudo e dou um tempo

Dali a poucoeu me dou conta

Que ninguém é cem por cento.

Seja um príncipe ou um sapo

Seja um bicho ou uma pessoa

Até mesmo um pé de nabo

Tem alguma coisa boa

Tem alguma coisa boa...

ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

Assim sendo, depois de fazer uma salada de músicas, deixo um beijo junto com dica de DVD!

TiTa

terça-feira, outubro 23, 2007

Mais uma inédita opinião.


Tropa de Elite foi o filme de final de semana. Sei que o assunto está já massacrado por críticas ou comentários em blogues, mas não resisto. O filme é um chacoalhão, mesmo o assunto já estando desgastado, com licença, vou comentar!
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Com uma mostra rolando em São Paulo, eu, privilegiada moradora do interior do estado fui assistir uma cópia NÃO pirata do filme. Gostei muito, pela atuação não menos que brilhante de todo o elenco. Wagner Moura totalmente convincente. Tão adequado que facilmente o personagem seria Capitão Moura ou Capitão Wagner ao invés de Capitão Nascimento.
Mostrar a verdade, a verdade que todo mundo sabe. Mas ter coragem de colocar numa telona de cinemark é coisa no mínimo ousada.
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O filme me remeteu a duas situações de minha vida:
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Uma eu era sexto-anista de medicina atendendo no INCOR, SP. Hospital que na época era exclusivamente do SUS. Atendimento de estudante interessada costuma ser primoroso e se com a retaguarda de um médico experiente fica 100%. A senhora muito educada colocou, ao final da consulta, no bolso de meu jaleco R$50,00, pelo belo atendimento a seu esposo em situação de emergência. Fiquei sem graça, mas retirei quase no mesmo movimento o que ela pôs em meu bolso, tentando explicar que todos que estavam lá não esperavam nada daquilo e faziam o que faziam conscientes de que nada daquilo era preciso. Claro que depois fiquei pensando na grana e como ela seria útil para uma estudante, que por ser daUSP, recebia ainda um salário com médica interna (acho que isso não existe mais). Cinquenta pilas na época era um dinheirinho, há pouco mais de dez anos, pagava bem mais que uma consulta de convênio e mais até que algumas consultas particulares. Ainda sou funcionária pública e às vezes sinto um agradecimento exacerbado pela parte do doente quando atendo no hospital público, e não falta para um médico ouvir o famoso:"Deus lhe pague", que costumo remendar com: "Não se incomode, já sou remunerada para isso!", pra descontrair o doente, totalmente ciente que o estado está um pouco longe de remunerar com dignidade médicos(e enfermeiros, e prefessores e etc...)...rsrs.
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A segunda situação se deu há uns cinco anos atrás. Na rua do berçário que meus filhos frequentavam havia mais outra pré-escola. E na outra o policiamento era ostensivo, nitidamente diferente. Certa vez perguntei ao porteiro se algo havia acontecido na escola vizinha, tamanho assédio de policias que sempre existia lá. O porteiro me explicou o que eu poderia supor, mas até então não havia realizado. A escola dos meus troianos não pagava graninha extra para a polícia. Me caiu pesada aquela informação, mas me deu um alívio enorme saber que as donas da escola que eu escolhi para meus filhos frequentarem, assim como eu, não entrava no SISTEMA.
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Beijo, se você ainda não viu o filme, não perca mais tempo!
TiTa.
PS: 1 - A gente tenta evitar o sistema, mas não há tanto que ficar julgando. Mesmo tendo algumas idéias claras de ética, por vezes se escorrega. O assunto é mui delicado, e combater tudo com o politicamente correto é nauseante.
2 - Não uso drogas ilícitas, nunca usei e tenho certeza que um dos motivos por não ter usado é justamente o acesso escuso a droga. Para mim Droga se compra na Drogaria. Legalize já diz a canção, e eu entro no coro.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Eu não estou esquecendo de você.

(Se preciso escrever isso é só para afirmar o que tento em vão negar.)

A vida real anda dura, do tipo sem tempo para pensar.
Muito feliz também.

A Lu Longo me mandou ler e eu passo pra vocês a dica dada - (no PS).
Para que escrever se tantos fazem tão melhor? Mas, se não escrevo, não me reconheço. É um pouco como se perder, eu sei.
E se perder, sair do prumo, impensar, é uma forma comportada de surtar. No caso, cumprindo agenda real, lavando, pendurando roupas e inventado almoços rápidos e o mais saudáveis possível. Então, de repente, viver intensamente é não ter tempo para pensar que você escolhe estar vivendo intensamente.
Toda e qualquer vida pode ser absolutamente rica ou sem graça, dependendo de como você vende a idéia.

Nesse ano voltei a fazer muitos partos, participando de muitos nascimentos. E me veio uma sensação, um dia desses, que o rebento que vinha era especial, mais especial de que todos outros. Um lance que parecia querer enaltecer a minha digna função de receptora de novos seres humanos na vida terrena. Viagem? Total! Posso ajudar a nascer um tipo como Einstein, um Robinho ou um Nando Reis. Mas posso estar ajudando a trazer ao mundo um Hitler, ou sem muito elaborar, um Paulo Maluf, um Renan Calheiros. Irremediável.
Tudo depende, não é mesmo?
Às vezes parece que o melhor é não pensar. E viver. E, voltando ao assunto, isso é uma forma de surtar. Como já manifestei por aqui, eu às vezes tenho inveja, passageira, é fato, dos capazes de surtar direitinho.

Um Beijo

TiTa

PS: Sim, a dica está no emocionante texto do Carpinejar, de 21 de outubro de 2007, AQUI!