quinta-feira, junho 12, 2008

Meu bem querer


Está sacramentado em meu coração. (já dizia Djavan)
*
Um beijo, torcendo pra que todos tenham um amor como eu tenho esse grande amor,
TiTa

sábado, junho 07, 2008

Tanta coisa


faz um tempo que o silêncio se fez, se faz.

muita coisa aconteceu e acontece.

Preciso de ócio para escrever,

Preciso é o tempo para viver.


Aponto algumas mudanças, desde março até esse junho:


*Estou mais feliz em São José (seria isso possível? Sim!).

*Comecei consultório particular aqui, ainda en-gre-nan-do, mas tudo bem.

*Compramos uma casa, pensamos em mudanças necessárias e sonhadas, contratamos arquitetos e por hora estamos quase certos que o banheiro azul marinho da nossa suíte com hidro azul royal nem é tão feio e tão difícil de acostumar...qualquer coisinha que se pensa em mexer numa casa me faz pensar que eu ao menos deveria jogar na loteria.

*Estou convencida que não sobrevivo sem empregada doméstica. Agora vou achar a certa.

*Continuo apreciando as pizzas em dias da semana. Pares ou ímpares, com qualquer tipo de lua no céu ou mesmo sem ela.

*Conheci scrapbook, me apaixonei, gastei um dinheirinho comprando coisinhas lindas que fazem outras coisinhas lindas. Já fiz três álbuns...muito prazeroso.

*Ganhei a sobrinha mais linda do mundo: Marina chegou, agora sim sou tia. Eles que se cuidem, pois como boa tia farei o possível pra "estragar" a menina:)

*Voltei a ir pra São Paulo, para os meus plantões de quinta-feira. O hospital não mudou muito nem a tividade que eu desempenho. PRECISO É O TEMPO PRA SE VIVER (trabalhar na porta de pronto-socorro oncológico me faz lembrar disso a todo minuto). Ainda tento transferir meu vínculo pra cá, uma hora sai.

*Relembrei o custo de vida alto da cidade cinza (" e suja em sua desobediência")...o cartão deve estourar nesse mês, mas São Visa que me desculpe, as coisas boas e belas de São Paulo me deixam convencida que não sei como dormia sem elas antes.

*Amizades se fazem com tempo. Apesar de pouco mais de um ano aqui já tenho bons amigos. Isso é muito bom.

* Comecei a gostar de assistir House, o médico charmoso que carrega a tristeza travestida em prepotência. Me interessa como a série disseca os relacionamentos humanos, pricipalmente na relação médico-paciente, as relações entre médicos e também como as famílias se portam frente a problemas de saúde. Deixando de lado os óbvios e necessários lugares-comuns, o doutor azedo mas muito carismático me tem feito perder algumas horas....Pensando bem dá pra escrever um compêndio sobre House. PRECISO É O TEMPO PRA SE VIVER. House briga com outro médico deizendo que ninguém morre com dignidade, e sim vive com dignidade. A morte nã deve ser digna...

*Passei por um dia das mães. Deveria ter ao menos um por mês. São tantos carinhos, tantos mimos caseiros...tanto amor....tanto amor...tanto amor!
*Fiquei mais velha, continuo com a idéia de ter o terceiro filho, mas confesso que ela fica cada vez mais remota.

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tem coisas que a gente não conta nem pra gente, né? São perigosas demais.


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Uma forma de voltar a escrever num blog é escrever como num querido diário.

Escrever num diário é uma forma de assentar a vida e transformar idéias em fatos.

* do mais? Em julho vou pra Bahia e não terei de assinar pra tomar uma água de côco ou picolé. Se isso me parece interessante, para os troianos é algo que eles contam os dias ao esperar.


um beijo, tenho saudade, podem ter certeza.

TiTa
PS: Bethinha me passou um meme que eu vou responder. em breve!

quarta-feira, março 26, 2008

Às vezes...


Vivo correndo, vivo pensando que estou despistando o tempo.

Me engano pensando que o venço o tempo a cada tarefa que consigo cumprir.

A vida bruta e o mundo cão insistem em me fazer esquecer a menina que fui.

E a menina que ainda um dia serei.

um beijo,

TiTa.

PS: Quem é que eu era mesmo? Sei lá, fiquei assim hoje.

A ilustração é de um amigo meu, Maurício Negro, casado com uma amiga minha e irmão de outra amiga e cunhado de um amigo meu. Amigos, amigos, quem vive sem eles?

Vejam que lindo o blog dele, já está nos favoritos.

E quando vejo o meu Maurício, troiano, desenhando tão bonito com sua mão esquerda penso...até que pode ter futuro:)

quarta-feira, março 05, 2008

Um suspense.

O cara parou no acostamento da rodovia.
Esperou o melhor momento para a manobra.
Quando abriu um espaço, fez a curva fechada.
Dirigiu reto, na contramão.
Buscava que alguém o buscasse.(E por que querer colocar alguém no meio? Por que esse desejo de mudar o seu destino associado a mudança na vida de outras pessoas?)
Tinham de acertar em cheio, a tangente não servia.
Deve ter imaginado seus minutos póstumos de celebridade. É a época que vivemos, a irmandade da celebridade, o big brother da vida real. Ele em filmete nos noticiários. Deu uma gargalhada pensando.
Dominar a vida através da negação da própria.
Finalmente alguém sucumbiu ao seu desejo inadequado e inexpressável até então.
Descobrir a essência desse desejo silente, que grita de maneira terminal, deve ser a razão de alguns inconformados que sobraram.
O desejo que eu não sei, e ninguém pode supor de forma coerente.
Assim como a vida, meu irmão, não é coerente.


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Vivemos, vivemos, vivemos, somos hábeis em fingir ser tudo normal.
O trânsito descabido? Normal.
A fome do nosso semelhante? Normal.
A roubalheira de alguns muitos que tem poder? Normal.
Não almoçar porque tem de trabalhar? Normal.
Comprar uma bolsa que custa 50% do seu salário? Normal.
A falta de dignidade por não se ter um trabalho? Normal
A falta de dignidade por se viver de uma bolsa sei lá do quê assistencial? Normal.
Assistir com afinco a vida de outros com um "interesse comportamental" de como o ser humano reaje no confinamento? Normal.
Querer um atestado para " se encostar" por 10 dias em casa e não ter de ir trabalhar e quem sabe até poder viajar? Normal.
Ter taquicardia quando se está parado no farol vermelho e passa um motoboy, possível assaltante? Normal.

Tratar seres humanos como animais e animais como seres humanos? Normal.

É revoltante a nossa capacidade de adaptação. E não se adaptar pode ser mais desgastante e inquietante do que se adaptar. A segunda alternativa é mais árdua e perigosa.

Pode custar a vida.

um beijo
TiTa

sábado, março 01, 2008

O brilho que se brilha


Ontem estive com uma pessoa carismática e me intrigou, na verdade me intriga, como certas pessoas possuem alguma característica que não conseguimos facilmente apontar qual é, mas podemos simplesmente sentir que está presente e constatar que existem pessoas que são assim, talvez brilhantes por natureza. Abençoadas, diriam outros. A nós nos resta o deleite da companhia. Não acho que esteja relacionado apenas a um possível sorriso verdadeiro, ou a um brilho no olhar, ou uma covinha que surge quando se move os lábios, ou ainda um levantar unilateral de sobrancelha somado a um olhar certeiro. Tampouco está associado ao QI, ou ao tipo discurso que a pessoa toma, ou ao tom de voz, ou ao sotaque especial para pronumciar uma determinada frase. Também não necessariamente podemos unir o tal carisma com o uso pessoal e particular de alguns ítens de vestimenta ou adorno - definitivo ou não. O fato é que o carisma é um enigma que o dicionário Houaiss da língua portuguesa define como uma fascinação irresistível exercida por alguém a um grupo de pessoas. Encontrar atores(atrizes) ou cantores(as)com tal adjetivo é fato mais corriqueiro, mas ontem eu reconheci esse brilho na garçonete que nos serviu num restaurante de bairro de São Paulo, muito digno de visita. E a morena brejeira que na verdade servia outro setor de mesas, mas que estava sempre disposta a ajudar quem quer que fosse, tinha essa luz. Esse quê a mais que a fará ser destaque onde quer que ela for. Tentei ler em suas atitudes o que a fazia especial. Certamente nela se enquadrava o simpático sorriso aberto e o comportamento de observar o seu próximo de forma que conseguia chegar para ajudar antes de que fosse solicitado. O problema daquele que está próximo dela era visto mais rápido que a própria pessoa o diagnosticasse e era resolvido ainda antes que o outro tivesse o desconforto de percebê-lo. Da forma que me transpareceu, pelas suas atitudes não só ligadas ao servir as mesas, essa sua característica não estava presente devido a sua profissão, embora seja natural num bom garçom encontrar essa presteza e cuidado com aquele que está ao seu redor.



Não me contive e disse a que ela era especial. Não se fui redundante, mas pessoas asssim, dentro de uma humildade gostosa, já sabem que possuem essa luz. E que de certa forma são merecedoras dela por saberem exatamente como irradiá-la.



Um beijo,

TiTa

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Minha cidade na Europa

You Belong in Barcelona
When it comes to Europe, you don't want to decide between culture and fun. You want art by day and a big party by night.
Barcelona is ideal for you. You can check out some Picasso, eat some tapas, take a siesta, and then dance all night!
What European City Do You Belong In?


e tu, que tal?

bom final de semana!

Curva (a minha)


"foi por te ver

andando,

reto entre tudo que há de incerto em mim,

que eu sempre te quis assim"



(sempre te quis - Hebert Vianna)
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Perfeito, não?
Tanto quanto as curvas devem ser.
(uma curva são várias pequenas retas)
besitos
TiTa
Livremente baseado no blog da Lu!