domingo, maio 06, 2007
E tenho mesmo é que parar de reclamar...
Um close... 
da obra exposta na descida da escada de minha casa!
Que besteira minha lamentar que não consigo ir a exposições, museus e até a virada cultural em São Paulo. Tenho em casa um artista, além de uma arteira, que expõe, mesmo que eu me oponha, por todo canto da casa. E uma vez a obra exposta, além de reclamar da teimosia, me resta fotografar.
Hoje eu quero ver o domingo NÃO acabar, certo? Sou o oposto dos titãs...
Beijo de domingo, que na minha infância tinha gosto de pastel da feira que rolava bem ao lado de minha casa da Guaiaó, em Santos. Deve ser por isso que tenho vontade de comer pastel todo domingo pela manhã. Domingos me dão mais saudades de Santos e das pessoas que amo tanto e estão lá.
TiTa
sexta-feira, maio 04, 2007
A falta de medo do ridículo ou coisa que o valha.

Escrever um blog é muito mais do que possa se imaginar. É sobretudo não ter medo de se expor ao ridículo, além de outras coisitas mais. Tantas vezes eu deixei aqui palavras soltas, que depois meio que ficava envergonhada de abrir e ler, como esse último post de versinhos singelos. Então corria para postar logo outras palavrinhas, como que querendo apagar o que estava escrito antes. E por que não apagar de fato? Sei lá, tinha de ser expressado, mas não precisava ficar em destaque, era só isso. E foto então? Parece que coloco fotos meio que pra acabar mesmo comigo, como essa acima, ou a em que surfo a noite na Lagoa Rodrigues de Freitas. Que lindeza!
A gente se expõe, não necessariamente mostrando nossa vida real, mas principalmente mostrando nossa vida imaginária, desnudando nossas doiduras, nosso inconsciente, nossos desejos e julgamentos mais sombrios. Expondo para desconhecidos a nossa Louca da Casa (clique e descubra se nunca ouviu falar dela). Isso tem uma carga enorme, é muito mais grave, pois são coisas que não se fala com tanta naturalidade, nem para nossos analistas. No entanto, para decepção de alguns leitores, algumas vezes nada disso é real. Muitas vezes escrevemos sobre o que nos chama atenção, sobre uma idéia que aparece do nada, sobre sentimentos que não são nossos, mas podemos exercitar e tomar como se fossem. Escrevemos sobre coisas da vida, não necessariamente a nossa, mas isso não interessa, pois pode ficar bem mais interessante se parecer que o caso é meu. Se o caso for amoroso, mais interessante, pois aí já teria uma conotação de traição, triângulo ou qualquer outra forma geométrica amorosa. Babado forte. E antes de que eu começasse a escrever em outro lugar (blog) para desaluviar a doida da casa que mora no porão, achei melhor escrever aqui mesmo essa explicação. Até porque eu ficaria sem ter tanto o que escrever, e também porque, veja bem, ter tanto para expressar assim já pode sinalizar um problema (ou vários) para uma pessoa que não tem nada de pálpavel na escrita em sua vida - me entendem? - Falo de dinheiro mesmo, e seria tempo demais para se gastar com um hobby, ou coisa semelhante...ou não?
Voltando ao assunto blog, depois que eu coloquei um contador descobri umas coisas interessantes. A mais básica é o quanto, em número,são lidas as coisas que escrevo. Esse blog é bem pouco lido, mas o suficiente para eu me envergonhar por muitas vezes. Não vou deixar de lado, recebo alguns bem-vindos elogios. E na maioria das vezes vindos de assuntos que escrevi que, sei lá como, senti uma coisa boa quando terminei de escrever. Mas é interessante ver que palavras foram googladas para se chegar nesse meu endereço e em algum texto específico. Um dos campeões de leitura é sobre tatuagem, confirmando que o assunto, que eu já pensava estar amornando, está ainda muito em voga. As pessoas querem ver foto de tatoo, de certas figuras específicas que citei no texto e pronto, caem de pára quedas nele. Engraçado, não?
Um beijo e bom final de semana!
TiTa
quinta-feira, maio 03, 2007
Lua enluarada
A Lua e a Kombi, hoje muito cedo em São Paulo.Ontem a troiana namorava a Lua, bem na frente de minha casa. E me lembrei que já estive enamorada dela, por mais de uma vez, e ainda caio de amores, todas as vezes que a vejo. No registro mais antigo eu estou sentada em meu carrinho de bebê apontando para esse enigmático e apaixonante satélite.
Dela vendo a lua e depois me contando sobre as coisas da lua, saíram, os singelos versinhos:
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Eu vi a Lua
Alta, redonda e brilhante. (para ela é bíiante)
Eu via a Lua,
e distraída que estava
nem vi se ela me viu.
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Eu vi a Lua
e ela,
tão distraída,
nem me viu:(
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Eu vi a Lua
e ela lá de cima
vendo meu indicador apontado para ela
sorriu largo,
e me deu tchau!
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E sobre o que se passa em São Paulo e eu não quero perder:
A exposição da Clarice Lispector no Museu de Língua Portuguesa.
O Leonardo da Vince no Ibirapuera.
O Darwim no Masp(esse começa nesse fim de semana).
Ai, mas são tantas coisas, tontas coisas que me deixam nessa já referida agonia cultural.( O Botero do Memorial eu já perdi...).
besito,
Tita
quarta-feira, maio 02, 2007
o frio
terça-feira, maio 01, 2007
Mas não precisa ser assim!
Copas de árvores não passam por mim sem que sejam percebidas. Tenho uma forte queda por elas.Ontem tocou essa música.
Eu a considero muito especial.
Desde que o samba é samba (Caetano Veloso)
A tristeza é senhora (assim com a alegria é uma criança)
desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura (quando se pensa em bom samba, seja a música ou a dança, se pensa numa pele escura, eles são mestres)
A noite, a chuva que cai lá fora
Solidão apavora (ótimo adjetivo para a solidão. Não nos sentimos necessariaamente apavorados quando estamos ou somos sós -e é o que todos somos, basta pensar um pouco - mas há um certo pavor em nos sabermos sós, não é?)
tudo demorando em ser tão ruim (porque esperar pelo que causará dor promove mais dor que a dor que em si que será despertada. Da mesma forma, esperar por uma momento feliz pode ser tão melhor que o próprio momento. Tudo igual e proprocionalmente oposto)
Mas alguma coisa acontece no quando agora em mim (o prazer que algo desperta, no caso o samba, descrito pela maneira ímpar do Caetano)
Cantando eu mando a tristeza embora (a vida é difícil mas não precisa ser assim, existem coisas que sublimam a vida)
O samba ainda vai nascer
O samba ainda não chegou
O samba não vai morrer
Veja o dia ainda não raiou
O samba é pai do prazer
O samba é filho da dor (a arte é uma resposta a nossas angústias e é a causa de nosso prazer, muito poético o Caê...)
O grande poder transformador. (capacidade inata da arte)
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Sem tentar espantar a preguiça que acomete todo bom trabalhador nesse dia que tem o paradoxo de ser o dia do trabalho e não se trabalhar, deixo um beijo pra você.
Ah, sim! Para não ficar tão paradoxal tratei de arranjar um plantão para a noite. Sou como algumas das pacientes que chegam para mim: Dotôra, eu trabalho na noite. (por dentro me corrôo...eu também trabalho na noite, mas com outro "glamour", para não usar a palavra mais adequada. Uma literal putaria. Mas elas, fugidiamente, tratam dessa questão com glamour.)
TiTa
sexta-feira, abril 27, 2007
Tão banal.
(uma esquina aqui perto de casa)

