terça-feira, março 20, 2007

e fim de papo!


Aqui está o final da corrente de idéias, onde sete pessoas escreveram uma história doida muito doida!
Clique aí e descubra o


beijos, tita

segunda-feira, março 19, 2007

Carta Aberta aos Meus Filhos




Ou: Uma declaração de amor!


Aproveito que vocês estão de férias na casa dos avós para dizer que sinto saudades. Como sinto saudades quando deixo vocês na porta da escola e sigo meu dia, para trabalhar. Uma ausência gostosa de quem tem a quem amar. De quem sabe que passam bem sem mim. Os versos de Nando Reis parecem explicar isso: “Espalha graça ao pleno presente e mesmo ausente é doce sua falta”. Isso: é doce a falta que sinto.

Venho para responder uma pergunta que ainda não ouvi de vocês, mas sei que não tardará em chegar o momento em que desejarão saber afinal de onde vieram. Então vou ao começo, e lembro como se fosse hoje o dia em que vi o Carlão pela primeira vez na minha vida. Sustentava ele um sorriso capenga em meio a olheiras do seu olhar bonachão de uma noite de plantão sem um minuto de sono. A saber, seu primeiro plantão como residente do segundo ano, e eu residente do primeiro ano em meu primeiro dia de curso, chegando às sete da manhã para render a turma já arreada pela batalha que havia sido aquela noite. Marquei o sorriso capenga: gostei!

Da primeira visão ao nosso primeiro dia de namoro passou algo como um ano. Nesse tempo descobri que ele era um bom partido e queria de alguma forma arranjá-lo com minha irmã, uma moça igualmente bom partido. Descobri, também, que não poderia cumprimentá-lo diariamente com um beijo e um abraço apertado como ele costumava fazer. Não me fazia bem ficar só com o beijo e o abraço apertado, então melhor era usar o bom dia casual. E nesse cumprimento efusivo que ousei certa vez, um parafuso por dentro me contou o improvável: um dia eu casaria com aquele homem. Guardei segredo. Descobri uma afeição inconsciente por ele no dia em que ao nos encontrarmos e surgiu o beijo na bochecha ou no ar, como usual, aproveitei para dar uma inspirada profunda ao pé do ouvido. Tão espontânea quanto descabida...Onde eu estava com a cabeça pra fazer aquilo? Ora estava com a cabeça e a ponta do nariz muito próxima de uma orelha que mesmo sem eu saber já era muito querida.

E foi assim que um dia ele me convidou para jantar. A conversa foi envolvente e sincera. Carinhosa, até. A noite seguia e eu vendo que talvez ainda não tivesse deixado claro. Resolvi dizer: pode me beijar! Então tudo começou, ou continuou. Uma paixão maior do que a maior montanha que já viram, uma amor que não fica contando perdas e ganhos. Como diziam que deveriam ser os amantes. Desde o início fiquei intrigada em como um sentimento daquele volume poderia ser acrescido de mais tamanho com a presença de filhos, se avolumar. Casamos e ficamos um ano sem crianças então foi que vocês vieram. Primeiro o Troiano e depois a Troiana...tudo por causa de um grande amor. Assim foram imaginados, feitos e esperados. Tenho a resposta na ponta da língua para quando me perguntarem. Hoje vivem para nos ensinar muito mais sobre amor e felicidade. E paciência também...Ainda hoje sinto-me apaixonada pelo pai de vocês, e cada vez que o vejo de longe tenho um orgulho incontido em saber que é o meu marido. E tenho também aquele friozinho na barriga, que os apaixonados costumam ter, e um dia saberão como é.

Quero que brinquem bastante aí em Santos, ou em casa, ou na escola. Desejo realmente que aprendam a brincar, e que esse aprendizado fundamental da brincadeira, que não vem como disciplina da escola, não seja esquecido na vida adulta. Se eu posso sonhar algo para o futuro de vocês é isso: Vivam sempre, em qualquer tempo, como quem tem na mão a felicidade e a leveza de saber que a vida é uma brincadeira.

Beijos, estou chegando, Mamãe tita!.
São Paulo, julho de 2006.

domingo, março 18, 2007

PRESÍDIO






Rebela meu corpo


que depende de outro,


enigma sem cura,


para se compreender.




Rebola meu corpo


se vira e procura


imagem disforme


nada a entender.




Resguardo meu corpo


segredo maldito


escuro e guardado


impossível de ler.




Reage meu corpo


a revelia do próprio


suado e escuso,


mesmo sem querer.






Revela meu corpo


o que sou, volúpia,


está para o outro,


e pra mim, só se esconder.




.,


.


.


.


.


.,








É, meu amigo, era para ser fácil? Acho que não.
A imagem que ilustra é uma gravura de Burle Marx, e leva o sugestivo nome de Patrícia.


Poemsia baseada no texto de Barthes, aqui nesse distinto blog já publicado.




Bom domingo pra você,


TiTa

sexta-feira, março 16, 2007

Do Convite Aceito: Uma Corrente de Idéias


Então estamos em plena CORRENTE DE IDÉIAS:
Uma história a ser escrita por várias mãos!
Serão 7 partes e aqui está a seqüência (é só clicar no título e ler o texto!):
Lu Longo: .....................Do Convite Aceito (1)
Eu, Tita Tróia: .............Do Convite Aceito (2)
Lala Flores: ..................Do Convite Aceito (3)
Fer-Nando: ..................Do Convite Aceito (4)
Amandita:.................... Do Convite Aceito (5)
Lucinéia: ......................Do Convite Aceito (6)
A história está tomando um rumo totalmente inesperado. Está "mó tchans!" - doidona essa!
Quem dará o desfecho para a situação? Quem se manifesta?
A seguir cenas do último capítulo!
Não percam!
beijo e bom final de semana
TiTa

quarta-feira, março 14, 2007

Vem dele!




Eu não sei se aí foi assim, mas hoje, o dia virou noite aqui no meu quintal.

Tempestade das boas, pra bananeira e aceroleira, carregadas, fazerem a festa.


Foi então que surgiu a explicação dos raios(laser-?-, ele disse):

-Os anjinhos estão andando de skate e tomam um tombão, então temos o trovão.

-E o raio laser?

-O raio laser vem depois.

-A-ham... E quem te ensinou isso?

-Aprendi sozinho.


Sim, as coisas que aprendem sozinhos são as melhores. Pior, só quando dizem que foi a professora que falou para conferir legitimidade a questão.



Dão pano prá manga, ou não?


Beijo

TiTa




terça-feira, março 13, 2007

Sopa de Letrinhas


Vi um L!

Vi um 2!

Tem o A, mãe?

Olha! Tem o M!


Mãe, será que tem sopa de letrinha cursiva?, diz o troiano num papo bem sério.


Né piada não, o troiano está sendo alfabetizado e eu, mãe que sou, ando achando tudo tão bonitinho!
Um beijo,
TiTa

segunda-feira, março 12, 2007

Do Convite Aceito 2

O início está aqui, começou com Lu Longo.
Eu dou asas a minha imaginação e a história segue;


...
Para sua desgraça chegou cedo demais.
Não titubeou. Apreciava sua praticidade e antes mesmo de estar em uma situação difícil já procurava uma saída.Imediatista.
No caso, saída pela esquerda. Retornou o movimento e antes mesmo do táxi partir abriu a porta e pediu para que o motorista voltasse para o mesmo lugar de onde viera. Dava voltas, vivia em círculos, não achava seu começo, nem seu possível fim. Sempre o meio emergia, o resto todo submerso, escondido, se escondendo. Aquilo a consumia. Receou que o profissional achasse que era uma pessoa perdida, mas tinha convicção que taxistas vêem de tudo e devem estranhar poucas coisas. Dane-se o taxista, foi o que passou rapidamente na sua cabeça enquanto assentava-se de novo no banco ainda quente. Depois, se ele estranhar, que guarde a história com carinho, para ser contada e recontada para as inúmeras vítimas como ela, ali no banco detrás.
Tentou desfazer-se da taquicardia que precedia o encontro a que ia e lembrou-se de suas aulas recém iniciadas de yôga. Pense em um lugar calmo, dizia a voz com sotaque espanhol, agora transfira seu corpo para esse local e de longe comece a se observar deitado no seu paraíso. O taxista não estava compreendendo introspecção daquela pseudo pessoa normal que ele levava. No entanto, a experiência já havia lhe mostrado que o melhor a fazer era ficar quieto. Nada de comentar do tempo que está louco ou da vida insana que se leva numa metrópole. O instrutor de yôga, em seu pensamento, seguia com a voz calma dizendo para colocar em mente a cor que mais gostava e em seguida orientava imaginar um feixe espesso dessa mesma cor em luz, entrando pela planta de seus pés e dando cor a você, naquele local que você mesma tinha selecionado.
A luz já estava na altura dos joelhos, penetrando às coxas, quando a brecada brusca acompanhada de um barulho de freio desesperado suspendeu sua realidade virtual. O coração, leão domado, voltou a se descontrolar.
...


Quem aceita o desafio? Quem quer continuar?
A brincadeira cultural criada pela Lu-Lu é que dado o pontapé inicial, existirão continuações até o número sete, onde haverá o final.
Quem se habilitar continuar avise aqui nos comentários e link o post a esse distintíssimo post.

Beijo
TiTa