
sexta-feira, março 30, 2007

Nada
quarta-feira, março 28, 2007
Paulo São
Ontem estive em São Paulo. Cidade que é a minha casa sem ser a minha casa. Não é o meu ninho, mas é difícil reconhecer, lá eu fiz um ninho. E comecei a criar dois filhos nele. Preciso de tempo para sentir a cidade se afastar. Ou tempo para que a cidade não me mostre mais suas marcas. Ou ainda, se mostrar, eu não as possa reconhecer. Como também não vou reconhecer mais cruzamentos, lojas, bares, e o frentista do posto de gasolina. Isso em algum dia.
Se tem uma coisa que eu adorava era a, dita no parágrafo que abre, "vista para dentro". Adorava me perder imaginando a continuação da decoração que a penumbra ao redor do lustre não permitia ver. E com a moda de paredes coloridas, ver luzes de cores diferentes em cada andar da sala no prédio da frente, que mesmo estando longe do meu, permitia incursões com meu olhar sempre curioso. Totalmente voyer. E da minha varanda, eu via aquele senhor de agasalho padrão mescla, que madrugava para fazer uma ginástica que poderia talvez ser yôga. E a dedicada faxineira que se defenestrava para deixar um vidro brilhante na janela. E a senhora que cuidava de seu jardim cultivado numa das varandas de São Paulo. E as crianças que comiam numa mesinha de plástico no final de tarde (bem, isso era na minha varanda mesmo!).
Aqui estou numa casa, e, da varanda de meu quarto não avisto muito mais que os pés de bananeiras já famosos. As casa da vizinhança não estão tão próximas. Uma distância que eu cobiçava quando tinha uma vizinha loura louca aos meus pés. Sim, no andar de baixo , claro. Não estou reclamando de nada. Estou é muito feliz, mas São Paulo deixou um buraquito em meu coração. E também um buracón no bolso. Chego, então, ao objetivo do post:
Alguém interessado em comprar um apê em São Paulo? Direto com o proprietário, chaves com o zelador. Só manifestar interesse aqui. Quanto a vizinha loura louca de baixo...vai que você gosta, né?
Besitos!
Tita
segunda-feira, março 26, 2007
Plantando Bananeira

domingo, março 25, 2007
Aconteceu de novo!

sexta-feira, março 23, 2007
Anúncio

Procuro um moinho
de vento ou água ,
que consiga transformar
a força de uma frustração
em outro tipo de energia.
Pago bem.
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Em algum dia entre 2005 e 2006.
Hoje: Menos frustrada, mais realizada, porém ainda procurando alguma coisa. E quem não está, oras!
Peraí, vou pensar no próximo anúncio.
Bom final de semana, minha gente!
Tita
quinta-feira, março 22, 2007
Borat

Pode ser motivando mesmo esse desconforto que ele, Sacha Baron Cohen (cidadão inglês) - o Borat, busca levantar questões e cutucar nações e culturas. Mas sinceramente achei que ele quis "causar" de uma forma muito primitiva e ingênua, ainda que genuína.
Ele filmou pessoas que não sabiam que estavam sendo filmadas e suas reações no mínimo espontâneas. Isso não é lá muito legal se ele não obteve permissão para usar a imagem dessas mesmas pessoas. E ainda querer ganhar muito dinheiro em cima disso tudo? Li em um site que a polícia foi chamada mais de 90 vezes durante as filmagens.
Voltando ao assunto cifrão, tomara que ele ganhe muito dinheiro. Será necessário para pagar o legado de processos que o filme deixou.
E você, gostou?
um beijo,
Tita.
quarta-feira, março 21, 2007
Sobre a Minha Ansiedade
Que eu sou ansiosa muitos sabem. Eu já sei. Aliás está difícil encontrar alguém que não vista esse predicado, inclusive se valendo dele para justificar fatos de relevância ou mesmo banais em situações corriqueiras da vida. Seguindo esse raciocínio: Come muito? É ansiedade. Chora à toa? Ansiedade. É grosseira gratuitamente? Ansiedade. Tem espinhas? Ansiedade. Fura o sinal vermelho? Ansiedade. E acaba que é um tal de Prozac, ou fluoxetina como devo prescrever, que todo mundo se vê tomando, até sem saber direito porquê.
É de um grande conforto ter uma palavra mágica para rotular coisas. E se for para rotular sentimento, então, melhor ainda! Sentimentos têm a capacidade desorientar seres humanos. E assim vamos aplacando a tal, ela mesma, a ansiedade que nos pega, ataca, corrói e paralisa. Tendo nome, ou melhor, um diagnóstico, tudo se assenta melhor.
E eu ouvi dizer que já se dosa quantidade de fluoxetina nos esgotos de São Paulo e de outras cidades do Brasil e do mundo, com certeza. De inicío pensei que seria pelo uso indiscriminado, então um médico amigo disse que seria por as pessoas desprezarem as cápsulas, compradas e depois preteridas, na privada. Sei lá, acho que é mesmo pelo uso descabido.
Mas juntando o assunto esgoto com ansiedade venho falar sobre o assunto que me perturbou nessa manhã. Numa casual leitura matinal, totalmente descompromissada, como você bem pode imaginar, descobri que entra em cartaz agora no dia 23 o filme "O Cheiro do Ralo", baseado no livro de Lourenço Mutarelli, de mesmo nome. Associe a um bom livro um roteiro de Marçal Aquino e atuação visceral (esse adjetivo os críticos gostam de usar!) do Selton Mello (mas também qual atuação dele não é visceral?). É uma gente de quem sou fã confessa há tempos. É uma gente muito boa, que tem o dom de tocar diretamente o botãozinho de prazer, cultural ou não, que tenho por dentro. Não tive oportunidade de assistir quando ele estava na mostra em São Paulo, e ganhou o prêmio de melhor filme. Agora guardo esse sentimento que PRECISO ver logo esse filme, uma questão de vida ou morte.
É, doutor, um caso grave esse de ter ansiedade.
Um beijo,
TiTa
PS: Ainda hoje compro esse livro...já que não posso assitir ao filme NOW! (agora é a palavra do ansioso)
terça-feira, março 20, 2007
Mas que saudade, que nada!
Andando por blogs na internet achei esse videozinho mui simpático e elucidativo de como a vida transcorre por lá:
BrUnO BoZzEttO- neuro
Eu só não sei como não tive a idéia, ou a coragem, de promover um final similar ao da animação. Sensacional. O aquecimento global é fato.
Hoje eu penso, e restam as dúvidas: Com quem será que minha ex-vizinha se estranha? De quem ela pode reclamar? Ou em última instância, quem ocupa a fúria da loura jovem, branquela e mal amada? Em quem ela despeja o ódio que é fruto da neurose a que ela é submetida diariamente e não pode reconhecer?
Mas que saudade que nada!
Ê vida boa, sÔ!
beijo
tita
e fim de papo!
segunda-feira, março 19, 2007
Carta Aberta aos Meus Filhos

Aproveito que vocês estão de férias na casa dos avós para dizer que sinto saudades. Como sinto saudades quando deixo vocês na porta da escola e sigo meu dia, para trabalhar. Uma ausência gostosa de quem tem a quem amar. De quem sabe que passam bem sem mim. Os versos de Nando Reis parecem explicar isso: “Espalha graça ao pleno presente e mesmo ausente é doce sua falta”. Isso: é doce a falta que sinto.
Venho para responder uma pergunta que ainda não ouvi de vocês, mas sei que não tardará em chegar o momento em que desejarão saber afinal de onde vieram. Então vou ao começo, e lembro como se fosse hoje o dia em que vi o Carlão pela primeira vez na minha vida. Sustentava ele um sorriso capenga em meio a olheiras do seu olhar bonachão de uma noite de plantão sem um minuto de sono. A saber, seu primeiro plantão como residente do segundo ano, e eu residente do primeiro ano em meu primeiro dia de curso, chegando às sete da manhã para render a turma já arreada pela batalha que havia sido aquela noite. Marquei o sorriso capenga: gostei!
Da primeira visão ao nosso primeiro dia de namoro passou algo como um ano. Nesse tempo descobri que ele era um bom partido e queria de alguma forma arranjá-lo com minha irmã, uma moça igualmente bom partido. Descobri, também, que não poderia cumprimentá-lo diariamente com um beijo e um abraço apertado como ele costumava fazer. Não me fazia bem ficar só com o beijo e o abraço apertado, então melhor era usar o bom dia casual. E nesse cumprimento efusivo que ousei certa vez, um parafuso por dentro me contou o improvável: um dia eu casaria com aquele homem. Guardei segredo. Descobri uma afeição inconsciente por ele no dia em que ao nos encontrarmos e surgiu o beijo na bochecha ou no ar, como usual, aproveitei para dar uma inspirada profunda ao pé do ouvido. Tão espontânea quanto descabida...Onde eu estava com a cabeça pra fazer aquilo? Ora estava com a cabeça e a ponta do nariz muito próxima de uma orelha que mesmo sem eu saber já era muito querida.
E foi assim que um dia ele me convidou para jantar. A conversa foi envolvente e sincera. Carinhosa, até. A noite seguia e eu vendo que talvez ainda não tivesse deixado claro. Resolvi dizer: pode me beijar! Então tudo começou, ou continuou. Uma paixão maior do que a maior montanha que já viram, uma amor que não fica contando perdas e ganhos. Como diziam que deveriam ser os amantes. Desde o início fiquei intrigada em como um sentimento daquele volume poderia ser acrescido de mais tamanho com a presença de filhos, se avolumar. Casamos e ficamos um ano sem crianças então foi que vocês vieram. Primeiro o Troiano e depois a Troiana...tudo por causa de um grande amor. Assim foram imaginados, feitos e esperados. Tenho a resposta na ponta da língua para quando me perguntarem. Hoje vivem para nos ensinar muito mais sobre amor e felicidade. E paciência também...Ainda hoje sinto-me apaixonada pelo pai de vocês, e cada vez que o vejo de longe tenho um orgulho incontido em saber que é o meu marido. E tenho também aquele friozinho na barriga, que os apaixonados costumam ter, e um dia saberão como é.
Quero que brinquem bastante aí em Santos, ou em casa, ou na escola. Desejo realmente que aprendam a brincar, e que esse aprendizado fundamental da brincadeira, que não vem como disciplina da escola, não seja esquecido na vida adulta. Se eu posso sonhar algo para o futuro de vocês é isso: Vivam sempre, em qualquer tempo, como quem tem na mão a felicidade e a leveza de saber que a vida é uma brincadeira.
Beijos, estou chegando, Mamãe tita!.
domingo, março 18, 2007
PRESÍDIO

sexta-feira, março 16, 2007
Do Convite Aceito: Uma Corrente de Idéias

quarta-feira, março 14, 2007
Vem dele!

terça-feira, março 13, 2007
Sopa de Letrinhas
segunda-feira, março 12, 2007
Do Convite Aceito 2
Eu dou asas a minha imaginação e a história segue;
...
Para sua desgraça chegou cedo demais.
Não titubeou. Apreciava sua praticidade e antes mesmo de estar em uma situação difícil já procurava uma saída.Imediatista.
No caso, saída pela esquerda. Retornou o movimento e antes mesmo do táxi partir abriu a porta e pediu para que o motorista voltasse para o mesmo lugar de onde viera. Dava voltas, vivia em círculos, não achava seu começo, nem seu possível fim. Sempre o meio emergia, o resto todo submerso, escondido, se escondendo. Aquilo a consumia. Receou que o profissional achasse que era uma pessoa perdida, mas tinha convicção que taxistas vêem de tudo e devem estranhar poucas coisas. Dane-se o taxista, foi o que passou rapidamente na sua cabeça enquanto assentava-se de novo no banco ainda quente. Depois, se ele estranhar, que guarde a história com carinho, para ser contada e recontada para as inúmeras vítimas como ela, ali no banco detrás.
Tentou desfazer-se da taquicardia que precedia o encontro a que ia e lembrou-se de suas aulas recém iniciadas de yôga. Pense em um lugar calmo, dizia a voz com sotaque espanhol, agora transfira seu corpo para esse local e de longe comece a se observar deitado no seu paraíso. O taxista não estava compreendendo introspecção daquela pseudo pessoa normal que ele levava. No entanto, a experiência já havia lhe mostrado que o melhor a fazer era ficar quieto. Nada de comentar do tempo que está louco ou da vida insana que se leva numa metrópole. O instrutor de yôga, em seu pensamento, seguia com a voz calma dizendo para colocar em mente a cor que mais gostava e em seguida orientava imaginar um feixe espesso dessa mesma cor em luz, entrando pela planta de seus pés e dando cor a você, naquele local que você mesma tinha selecionado.
A luz já estava na altura dos joelhos, penetrando às coxas, quando a brecada brusca acompanhada de um barulho de freio desesperado suspendeu sua realidade virtual. O coração, leão domado, voltou a se descontrolar.
...
Quem aceita o desafio? Quem quer continuar?
A brincadeira cultural criada pela Lu-Lu é que dado o pontapé inicial, existirão continuações até o número sete, onde haverá o final.
Quem se habilitar continuar avise aqui nos comentários e link o post a esse distintíssimo post.
Beijo
TiTa
sábado, março 10, 2007
Vou te contar

sexta-feira, março 09, 2007
Divulgação,

quinta-feira, março 08, 2007
Onde foi parar?

Férias de um dia na semana. Peculiar. Debruçar sobre a vida e, na falta da atividade corriqueira, pensar sobre o que poderia ser corriqueiro. Quase não achar o que é seu, e se perder. Tão diverso, tão sofrido, tão sério. Tão corriqueiro. O espelho, cego e mudo, se esforça: nada a declarar.
Sim, e ter o prazer de receber hoje o espetáculo Stapafurdyio, circo roda Brasil dos Parlapatões, na cidade. Lendo no site acabo de descobrir que quem faz a trilha é André Abujamra...
Me animo... Hum, muito muito bom!
"Alegria é quando tem um circo dentro do coração da gente", diz ainda a frase do Mario Quintana no site do circo roda brasil. Eu, queira sim ou queira não, tenho palhaços por dentro;
um beijo,
TiTa
segunda-feira, março 05, 2007
Eclipse
Pecados Íntimos

Em inglês, o filme americano dirigido por Todd Field, cujo nome "Little Children" teve a tradução para o português deturpada, causando tanto desconforto em mentes brasileiras já massacradas pelo tino comercial que insiste em dominar esse universo de traduções. Achar um nome para uma obra não é lá uma tarefa fácil. Um nome que seja conciso, forte e ainda indique o caminho a se percorrer é realmente difícil. Depois que ele foi encontrado, parece que circunda a peça, conferindo um começo e fim, por vezes justificando os meios. É interessante, pois nem para darmos nome a um filho temos esse poder, de invólucro protetor e propagador, em nossas mãos.
Posto isso, concordo com a maioria de críticas em que sente falta das "Crianças pequeninas" que o filme faz alusão, onde a ingenuidade da infância é trocada por algo tão contrário quanto aos Pecados Íntimos, que todo ser humano é susceptível. E concordei principalmente com as palavras de Fabiane Secches (que eu não sei quem é,mas li num site da internet):"As pequenas crianças do filme não estão correndo nos parques, ou sendo embaladas nos balanços, ou brincando na piscina... as pequenas crianças do título estão aprisionadas em seus corpos de adultos.". E é essa a questão. Ou uma delas, pois essa é a graça do filme, o que me atraiu e o que me atrai. A capacidade que a arte tem de nos fazer pensar, questionar, divagar e até modificar.
Entendo que vejo as pessoas nas ruas e não consigo acertar o que há por detrás de cada sorriso, de cada nariz, de cada cara feia, de cada cabelo ondulado castanho ou vermelho. Apenas posso imaginar. Mas reconheço duas coisas(e já escrevi sobre isso): que adoro exercitar esse hábito de pensar na vida do outro a partir do que ele me dá e também que há a total possibilidade de ser algo bem diferente do que transparece.
Assim, no filme tudo está fortemente caracterizado para que possa ser transmitido de forma satisfatória a nós espectadores. Mas é clara a necessidade de estigmatização dos personagens e isso me irrita um pouco. Tudo bem, perdoo, pois ainda assim classifico o filme como excelente.
A antropóloga insistindo erroneamente em exercer a maternidade na sua plenitude e se frustrando, o advogado que não consegue passar no exame de Ordem simplesmente porque não quer ser um advogado(e não assume isso a si mesmo e a sua mulher), as mulheres mães que passam as manhãs no parquinho falando da vida dos outros, se esquecendo de olhar para as próprias. A inércia da vida e a necessidade de sempre checarmos o caminho que estamos seguindo. Se não seria tempo de modificá-lo para ficar mais prazeroso e mais com a nossa cara.
E o ponto principal que afeta mais de 70% (estatística essa por mim levantada, sem fundamento científico nenhum!) da vida de casal: A falta de COMUNICAÇÃO e a falta de SINCERIDADE que assumimos, a ponto de, por vezes, pararmos de estabelecer comunicação entre a gente mesmo (isso mesmo, colocar o nosso tico para conversar com o teco)e de sermos sinceros com nossas reais vontades e virtudes.
Aí está o Pecado Íntimo de cada um.
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Agora alguns detalhes:
Fiquei com muita vontade de participar de grupo mensal de discussão sobre algum livro, como elas fazem com Madame Bovary(e claro, não é por acaso). Quando vi as mais velhas, com pensamento bem mais progressistas que a "novata" nova e reacionária, achei engraçado. E esperado.
Quis ter uma piscina pública de qualidade boa aqui por perto para poder ir com os troianos, já que o calor aqui é infernal e eu, assim como eles, amo piscina. E se, por acaso, a piscina fosse frequentada por um pai exatamente como aquele seria algo próximo do paraíso, e eu também iria toda tarde:). Faria até um exame dermatológico para detecção de frieiras para ser aprovada se preciso fosse.
Aquelas bonequinhos com toda ingenuidade que suportam e os relógios batendo impiedosamente escancarando o tempo que se recusa a parar, foram perfeitos para abrir o filme e entendermos o teor dele, que se dane a tradução!
E agora penso no gesto simbólico do tarado do filme(sim, tem um pedófilo ou coisa que o valha) de quebrar todos os relógios em determinado momento: Ali ele estava mostrando que para ele, como para a maioria dos personagens, o tempo não passou, não podia passar. Eles queriam viver na inocência da infância, onde se quer tudo, na mesma hora, mesmo sem nem saber o porquê. E os seres humanos, nas suas taras primordiais, buscando esse prazer imediato.
um beijo,
depois me contem o que acharam do filme!
TiTa